
Estudo elaborado pelo Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) aponta que houve redução de 15,3% no registro de óbitos nas vias do estado em 2025, em comparação ao ano anterior. O documento também faz uma análise aprofundada dos fatores que causaram os sinistros no ano passado, mostrando a quantidade registrada, os locais, a dinâmica e o perfil das vítimas.
Em 2025, foram registrados 3.037 sinistros de trânsito, com 682 mortes, enquanto no ano anterior aconteceram 3.517, com 805 óbitos. As principais vítimas continuam sendo os motociclistas, que representam 59% do total de mortes do ano passado.
As rodovias com a maior quantidade de sinistros em Alagoas foram a BR-101, BR-316 e AL-220, na região de Arapiraca, além das avenidas Fernandes Lima, Menino Marcelo e Durval de Góes Monteiro, em Maceió.

Para Marco Fireman, diretor-presidente do Detran Alagoas, o relatório elaborado pela Chefia de Segurança de Trânsito do órgão é uma ferramenta importante para apoiar a tomada de decisão dos órgãos de trânsito e elaboração de políticas públicas eficientes.
“Sempre digo que nenhuma morte no trânsito é aceitável. O Detran/AL e o Governo do Estado encaram essa realidade com foco na preservação de vidas. Temos atuado na intensificação da educação para o trânsito, desde a idade escolar, além de investimentos nos setores de fiscalização, infraestrutura e planejamento”, afirma o diretor-presidente.
Os dados do relatório elaborado pelo Detran/AL foram obtidos junto ao Departamento Municipal de Transporte e Trânsito de Maceió (DMTT), Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu Alagoas), Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Civil do Estado de Alagoas (PCAL), Rede Hospitalar de Alagoas e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
De acordo com Renan Silva, chefe de Segurança de Trânsito do Detran Alagoas, as principais causas dos sinistros de trânsito são a ingestão de álcool, tráfego na contramão, sonolência ao volante e velocidade incompatível com a via.
“A segurança viária é uma questão de saúde pública e de justiça social, passando pelos desafios de engenharia e fiscalização. Os sinistros de trânsito são considerados uma epidemia que tira a vida de milhares de pessoas, principalmente de jovens. Em Alagoas, este cenário reflete a urgência de uma mudança de paradigma: o trânsito precisa deixar de ser um espaço de risco tolerado para tornar-se um ambiente de convivência cidadã”, disse Renan Silva. O relatório completo pode ser conferido no link https://indicadores.detran.al.gov.br/2026/07/03/seguranca-viaria-em-alagoas-do-diagnostico-a-acao/ .
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