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Ações integradas do governo contribuem para o menor registro de focos de calor em sete anos no Acre

O Acre encerrou o primeiro semestre de 2026 com o menor número de focos de calor dos últimos sete anos. De acordo com dados do Programa Queimadas, ...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Acre
03/07/2026 às 16h57
Ações integradas do governo contribuem para o menor registro de focos de calor em sete anos no Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

O Acre encerrou o primeiro semestre de 2026 com o menor número de focos de calor dos últimos sete anos. De acordo com dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado registrou 41 focos de calor no período entre 1º de janeiro e 30 de junho deste ano, conforme informações do satélite de referência utilizado pelo sistema.

O resultado representa uma redução de 43% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 72 focos. A queda reforça a trajetória positiva do Estado no enfrentamento às queimadas e no desenvolvimento das ações de monitoramento, fiscalização, prevenção e resposta aos ilícitos ambientais.

Ações integradas do governo contribuem para o menor registro de focos de calor em sete anos no Acre. Foto: Gaio Nogueira/Sema
Ações integradas do governo contribuem para o menor registro de focos de calor em sete anos no Acre. Foto: Gaio Nogueira/Sema

Na série histórica dos primeiros semestres, o Acre havia registrado 141 focos em 2020; 95 em 2021; 155 em 2022; 48 em 2023; 137 em 2024; 72 em 2025; e, agora, 41 focos em 2026. O número deste ano é 70,9% menor que o registrado em 2020, 56,8% inferior ao de 2021, 73,5% abaixo do índice de 2022, 14,6% menor que o de 2023, 70,1% inferior ao de 2024 e 43,1% menor que o de 2025.

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O desempenho também coloca o Acre entre os estados com menor incidência de focos de calor no país no primeiro semestre. Entre as unidades da Federação, o estado registrou o segundo menor número de focos de calor do Brasil, ficando à frente apenas do Distrito Federal, que contabilizou 37 focos. Entre os estados da Região Norte os números foram superiores, como no Amapá, com 43 focos; em Rondônia, com 69; e no Amazonas, com 178.

Enquanto o Brasil registrou 19.462 focos de calor entre janeiro e junho de 2026, número 1% superior ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 19.277 focos, o Acre seguiu em sentido contrário, com redução expressiva no período. Os dados podem ser consultados no painel Situação Atual do Programa Queimadas/Inpe, disponível em: https://data.inpe.br/queimadas/situacao_atual/situacao_atual/ .

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O secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, destacou que a redução histórica dos focos de calor é resultado do trabalho contínuo de prevenção e fiscalização desenvolvido pelo governo do Acre em parceria com diversos órgãos.

Secretário de Estado do Meio Ambiente destaca que a redução dos focos de calor é resultado de ações contínuas de prevenção, fiscalização, monitoramento e integração entre os órgãos do governo. Foto: Uêslei Araújo/Sema
Secretário de Estado do Meio Ambiente destaca que a redução dos focos de calor é resultado de ações contínuas de prevenção, fiscalização, monitoramento e integração entre os órgãos do governo. Foto: Uêslei Araújo/Sema

“Esse resultado demonstra que os investimentos realizados pelo governo do Estado em inteligência ambiental, monitoramento por satélite, fiscalização integrada e fortalecimento das brigadas comunitárias estão produzindo resultados concretos. É uma conquista construída pelo trabalho conjunto de diversas instituições e pelo compromisso permanente com a proteção das nossas florestas e da população acreana”, afirmou.

O gestor ressaltou, no entanto, que o período de maior risco de queimadas ainda está por começar e que as ações serão intensificadas durante a estiagem.

“Mesmo com esse resultado histórico, não podemos reduzir o ritmo de trabalho. O segundo semestre exige atenção redobrada. Seguiremos operacionalizando a fiscalização e o monitoramento em tempo real, as ações de educação ambiental e a atuação das brigadas comunitárias para prevenir incêndios florestais e reduzir os impactos da seca severa no Acre”.

Ações integradas potencializam a prevenção e a fiscalização

A redução dos focos de calor ocorre em um contexto de aprimoramento das ações integradas do governo do Acre para prevenção e combate ao desmatamento ilegal e às queimadas. Entre as principais iniciativas está a Operação Amburana, deflagrada em fevereiro de 2026 e coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), em parceria com o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

Equipes do Estado atuam em campo com ações de fiscalização, monitoramento e prevenção a ilícitos ambientais, no enfrentamento às queimadas e ao desmatamento ilegal. Foto: Uêslei Araújo/Sema
Equipes do Estado atuam em campo com ações de fiscalização, monitoramento e prevenção a ilícitos ambientais, no enfrentamento às queimadas e ao desmatamento ilegal. Foto: Uêslei Araújo/Sema

A operação faz parte do Sistema Integrado de Meio Ambiente e Mudança do Clima (Simamc) e atua diretamente sobre alertas de desmatamento gerados por satélite, denúncias da população e demandas de órgãos de controle. Na primeira fase, foram priorizadas 242 áreas em alerta distribuídas em cinco regionais estratégicas do estado, com atuação terrestre e aérea.

Nos primeiros sete dias da Operação Amburana, as equipes fiscalizaram 94 alertas de desmatamento, embargaram mais de 684 hectares, apreenderam madeira ilegal e aplicaram aproximadamente R$ 3,4 milhões em multas. A ação soma-se a outras estratégias desenvolvidas pelo Estado nos últimos anos, como as Operações Contenção Verde e Fogo Controlado, que contribuíram para ampliar a presença dos órgãos ambientais em áreas prioritárias.

Brigadas comunitárias ampliam resposta nas unidades de conservação

Outra frente estratégica do governo do Acre é o Programa de Brigadas Comunitárias nas Unidades de Conservação, política pública instituída em 2025 e coordenada pela Sema, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre (CBMAC). A iniciativa é voltada à prevenção, ao monitoramento e à resposta rápida em situações de queimadas e incêndios florestais nas áreas protegidas estaduais.

Programa qualifica moradores das unidades de conservação para atuarem na prevenção e no combate a queimadas, valorizando o conhecimento local e fortalecendo a resiliência climática no Acre. Foto: Diogo Gurgel/Secom
Programa qualifica moradores das unidades de conservação para atuarem na prevenção e no combate a queimadas, valorizando o conhecimento local e fortalecendo a resiliência climática no Acre. Foto: Diogo Gurgel/Secom

As equipes atuam na Área de Proteção Ambiental (APA) Lago do Amapá, APA Igarapé São Francisco, Floresta Estadual do Antimary (FEA), Complexo de Florestas Estaduais do Rio Gregório (Cferg) e Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Japiim Pentecoste. O diferencial da política está na qualificação de moradores das próprias comunidades, que conhecem o território, os acessos, as dinâmicas locais e os desafios enfrentados nas unidades de conservação.

Em 2026, a estratégia foi fortalecida com a publicação do Decreto nº 11.847, que instituiu o Serviço Ambiental Voluntário de Brigadista Florestal no Acre, além de investimento aproximado de R$ 2 milhões do Programa REM Acre, com apoio da Fundação Re:Wild e do projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil). Ao todo, foram selecionados 50 brigadistas comunitários para atuar na proteção da floresta, na educação ambiental, na orientação às comunidades e no fortalecimento da resiliência climática no estado.

Monitoramento e inteligência ambiental

O avanço dos resultados também está relacionado ao fortalecimento da capacidade tecnológica da gestão ambiental acreana. Por meio do Centro Integrado de Inteligência, Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), a Sema reúne informações sobre desmatamento, degradação florestal, licenciamento, dados hidrometeorológicos e outros indicadores estratégicos para apoiar a tomada de decisão.

Redução dos focos de calor reforça a importância das ações de conservação, monitoramento e educação ambiental para proteger a biodiversidade e as comunidades que vivem nas áreas protegidas. Foto: Gaio Nogueira/Sema
Redução dos focos de calor reforça a importância das ações de conservação, monitoramento e educação ambiental para proteger a biodiversidade e as comunidades que vivem nas áreas protegidas. Foto: Gaio Nogueira/Sema

Além disso, a publicação da Instrução Normativa Conjunta nº 01/2026, que regulamenta o embargo remoto de áreas com irregularidades ambientais, ampliou a eficiência da fiscalização ao permitir a aplicação de sanções com base em tecnologia de monitoramento por satélite, reduzindo custos e agilizando a resposta do poder público.

As ações integram o Plano de Prevenção, Controle do Desmatamento e Queimadas do Acre (PPCDQ), instrumento que orienta as metas e estratégias estaduais para reduzir ilícitos ambientais, proteger os recursos naturais e promover o desenvolvimento sustentável.

Atenção segue no período de estiagem

Apesar do resultado positivo no primeiro semestre, o governo do Acre reforça que o período mais crítico para queimadas ocorre no segundo semestre, especialmente durante os meses de estiagem. Por isso, as ações de monitoramento, fiscalização, educação ambiental, resposta rápida e articulação interinstitucional seguem como prioridade.

Uso de tecnologia, monitoramento por satélite e apoio aéreo tem fortalecido a identificação de áreas em alerta e agilizado a atuação das equipes ambientais em todo o estado. Foto: Uêslei Araújo/Sema
Uso de tecnologia, monitoramento por satélite e apoio aéreo tem fortalecido a identificação de áreas em alerta e agilizado a atuação das equipes ambientais em todo o estado. Foto: Uêslei Araújo/Sema

Com atuação integrada, uso de tecnologia e presença em campo, o Acre avança na redução dos focos de calor, fortalece a proteção da biodiversidade e reafirma o compromisso com a conservação das florestas, a segurança da população e o enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas.

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