
Procedimento oferece recuperação mais rápida e menos dor no pós-operatório
O Hospital Estadual Leonardo Da Vinci (Helv), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), realizou, nesta segunda-feira (22), a primeira hernioplastia videolaparoscópica da instituição. O procedimento é conhecido popularmente como cirurgia de hérnia por vídeo.
O coordenador do Serviço de Cirurgia Geral do Helv, Vicente Guimarães, destaca que a implantação do método representa um avanço para a unidade, ao evidenciar a qualificação da equipe e consolidar o hospital como referência na oferta de procedimentos minimamente invasivos.
“A expectativa é ampliar o acesso dos pacientes a esse procedimento e possibilitar a incorporação de novas cirurgias, fortalecendo a assistência cirúrgica do SUS no Ceará”, afirma.
A técnica utiliza pequenas incisões para corrigir hérnias da parede abdominal, substituindo os cortes maiores empregados na cirurgia convencional. A coordenadora de enfermagem do centro cirúrgico do Helv, Kélly Nóbrega, ressalta que, apesar das vantagens, a indicação da técnica depende de uma avaliação individualizada com o cirurgião geral.
“A cirurgia por vídeo é uma alternativa moderna e eficaz, mas a escolha do método deve considerar as condições clínicas de cada paciente e as características da hérnia”, ressalta.

Equipe multiprofissional do Helv realiza a primeira cirurgia de hérnia por vídeo da unidade
O paciente submetido ao procedimento já havia passado anteriormente por uma cirurgia convencional para correção da hérnia, mas apresentou recorrência do quadro. Segundo o cirurgião do Helv, Hebert Thiese, a videolaparoscopia foi indicada por oferecer melhores condições para o tratamento do caso.
“Essa técnica proporciona um pós-operatório mais confortável, com menos dor e recuperação mais rápida. Em comparação ao método convencional, que exige uma incisão maior, o paciente retorna às atividades em menos tempo”, explica.
O especialista destaca ainda que a realização do procedimento foi viabilizada por investimentos em equipamentos e materiais de alta tecnologia.
“Hoje contamos com uma torre de vídeo mais moderna e instrumentais adequados para procedimentos minimamente invasivos. Também utilizamos materiais específicos que, embora mais caros, ajudam a reduzir complicações”, afirma.
Para Hebert, a incorporação da técnica representa um avanço importante para os usuários do SUS. “Essa é uma tecnologia já consolidada na saúde suplementar e poder disponibilizá-la aos pacientes do SUS é motivo de satisfação. A equipe está preparada para realizar novos procedimentos e ampliar o acesso a esse tipo de tratamento”, conclui.
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