
Fotos: Anne Caroline Anderson/Semae
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae), concluiu a primeira etapa do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina (PTEJSC) . Com recorde de participação do público ao longo do processo, os workshops realizados em Criciúma, no dia 16, e em Florianópolis, no dia 17, marcaram o encerramento da fase de diagnóstico e da primeira etapa de escuta dos atores envolvidos na cadeia produtiva do carvão, setor energético e demais segmentos econômicos do estado.
Os encontros reuniram representantes da sociedade civil, da academia, do setor produtivo, além de gestores públicos, sindicatos, associações e especialistas para a apresentação do diagnóstico elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A FGV é a responsável pelos estudos técnicos que subsidiam a elaboração do plano.
Durante os workshops, foram apresentados os cenários energético, econômico e social de Santa Catarina, além dos desafios e oportunidades relacionados à atividade carbonífera e seus impactos no contexto da transição energética. Os eventos também promoveram debates sobre alternativas para a diversificação da matriz energética catarinense e os caminhos para uma transição que considere as diferentes realidades regionais do estado.
“Concluímos uma etapa estratégica para a construção do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina. O amplo processo participativo realizado até aqui fortalece o diagnóstico e garante que as próximas etapas sejam construídas com diálogo, responsabilidade e foco no desenvolvimento sustentável do estado”, destacou o secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Guilherme Dallacosta.

Segundo o economista do FGV Agro, Cícero Lima, a conclusão desta etapa representa um marco importante na construção coletiva do plano. “Hoje nós concluímos uma importante etapa na construção do Plano de Transição Energética Justa do Estado de Santa Catarina. Ao longo dos últimos meses ouvimos empresas, sindicatos, trabalhadores, prefeituras e diversos agentes ligados à extração, beneficiamento do carvão e outras cadeias produtivas. Foi fundamental ouvir todos esses segmentos para que suas percepções estejam representadas dentro do plano”, destacou.
O estudo avança agora para uma nova etapa, voltada à construção de cenários futuros, definição de estratégias e elaboração do plano de ação. Novas oficinas serão realizadas nos próximos meses para aprofundar o diálogo com os diferentes públicos envolvidos no processo.
Ao longo da elaboração do diagnóstico, a Semae e a FGV realizaram entrevistas, sessões de escuta e workshops regionais nas regiões Sul, Norte, Meio-Oeste, Planalto Serrano e Litoral. As atividades envolveram mais de 400 participantes, contribuindo para a construção das diretrizes que irão orientar a transição energética catarinense nos próximos anos.

“Já realizamos oito workshops em diferentes regiões de Santa Catarina. Continuaremos informando e mobilizando a sociedade, o setor público, o setor privado e a academia para acompanhar essa construção coletiva. Contamos com toda a sociedade catarinense para seguir participando deste importante momento para o futuro do estado”, destaca a diretora de Clima, Energia e Transição Energética da Semae, Mariane Murakami.
A entrega do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina ao Governo do Estado está prevista para outubro de 2026. Atualmente, os trabalhos já alcançaram cerca de 50% de execução. Para a gerente de Clima, Energia e Transição Energética da Semae, Cristiane Casini, o trabalho desenvolvido vai além das metas de redução de emissões e busca incorporar diferentes dimensões do desenvolvimento sustentável
“O programa Santa Catarina 2050 busca muito mais do que a neutralidade climática. Os estudos para elaboração do Plano Estadual de Transição Energética Justa trabalham dimensões sociais, ambientais, geopolíticas e econômicas. Durante esses workshops tivemos a oportunidade de acompanhar todo o andamento desse trabalho e o diagnóstico que vem sendo construído”, afirmou.

Santa Catarina é o primeiro estado brasileiro a contar com uma legislação específica sobre Transição Energética Justa e também o primeiro a incorporar o conceito de justiça social no planejamento da transição para uma economia de baixo carbono, considerando também aspectos econômicos.
O Governo do Estado investe R$ 3,5 milhões na elaboração do plano, que busca preparar Santa Catarina para os desafios da descarbonização da economia, considerando especialmente os impactos sobre a cadeia carbonífera da região Sul, responsável por movimentar mais de R$ 6 bilhões por ano, gerar cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos e representar aproximadamente 15% da economia local.
São Sebastião - SP Prefeitura de São Sebastião amplia inclusão digital em projetos sociais com entrega de computadores
Lauro de Freitas 3/9/2026 - Técnicos da Prefeitura de Lauro de Freitas passam por capacitação para conter avanço de peixe-leão nas praias
Bataguassu - MS Produtora de Bataguassu multiplica por sete produção de hortaliças e amplia renda
Bataguassu - MS Bataguassu amplia apoio à agricultura familiar com assistência e incentivo à produção
Lauro de Freitas 22/8/2026 - Arboriza Lauro leva nova estrutura à Praça Dodô e Osmar, em Ipitanga
Cuiabá - MT Cuiabá amplia ações de proteção animal e promove adoção de pets
Lauro de Freitas Arboriza Lauro leva nova estrutura à Praça Dodô e Osmar, em Ipitanga
São Sebastião - SP Prefeitura de São Sebastião reúne Sabesp, URAE e sociedade civil para atualizar ações de saneamento
São Sebastião - SP Prefeitura intensifica fiscalização para impedir avanço de ocupações irregulares em São Sebastião Mín. 19° Máx. 27°