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Analisado pelo Lacen/CE, Teste do Pezinho ajuda a transformar o futuro de milhares de crianças cearenses

Por trás de cada exame processado existe uma história que pode ser transformada pelo diagnóstico precoce de doenças examinadas por meio do Teste do...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Ceará
18/06/2026 às 13h20
Analisado pelo Lacen/CE, Teste do Pezinho ajuda a transformar o futuro de milhares de crianças cearenses
Fotos: Ascom Lacen

Por trás de cada exame processado existe uma história que pode ser transformada pelo diagnóstico precoce de doenças examinadas por meio do Teste do Pezinho. Somente entre janeiro e maio deste ano, o Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen/CE), equipamento da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), processou 214.962 testes, beneficiando 35.827 recém-nascidos em todo o estado. Em 2025, foram mais de meio milhão de testes realizados, num total de 533.004, sendo 88.834 crianças testadas.

“A minha satisfação é saber que aquela mãe tem a possibilidade de ter um filho com uma qualidade de vida melhor.” É assim que a auxiliar administrativa Liliane Furtado define seu trabalho no setor de Triagem Neonatal, mais conhecido como Teste do Pezinho, realizado pelo Lacen/CE.

Ela entende a importância do acesso ao exame e ao resultado, para que o encaminhamento seja realizado, quando for necessário. Daí a formação de uma rede de profissionais para agilizar as ações. “Temos processos e fluxos para acompanhar o teste, desde a coleta até os resultados, inclusive na busca ativa pelos pais, quando é preciso. São profissionais em todo o estado”, destaca.

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Após a coleta das gotas de sangue retiradas do calcanhar do bebê, preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia após o nascimento, as amostras são encaminhadas para análise ao Lacen/CE, responsável pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no Ceará. O processo começa com a conferência das informações da criança e da unidade de saúde no sistema. Em seguida, cada amostra recebe uma identificação numérica, individual e única, para garantir o controle interno e a rastreabilidade durante todas as etapas do exame.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
Foto: Reprodução/Secom Ceará

A parte da cartela que contém o sangue segue para a etapa de preparação das amostras, enquanto os dados são inseridos no sistema informatizado. Depois, as amostras são colocadas em equipamentos especializados, responsáveis por realizar as análises laboratoriais. É nesse momento que podem ser identificadas alterações relacionadas a doenças genéticas, metabólicas, hormonais e sanguíneas.

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Quando alguma alteração é detectada, os exames passam por novas verificações para confirmação do resultado. Em algumas situações, uma nova coleta pode ser solicitada. Caso seja confirmada alguma alteração, a unidade responsável pela coleta e a família são comunicadas imediatamente para que a criança seja encaminhada para confirmação diagnóstica e acompanhamento e tratamento adequados.

“A qualidade dos resultados na Triagem Neonatal depende do cumprimento rigoroso das etapas do processo. A padronização desses procedimentos garante a confiabilidade das análises, além de reduzir a possibilidade de erros e permitir a triagem precoce de doenças. A integração entre os diferentes setores e profissionais envolvidos favorece a condução eficiente de todo o processo e possibilita também uma comunicação ágil para o acionamento das equipes responsáveis”, reforça a farmacêutica do Lacen/CE, Alerrandra dos Santos Nunes.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
Foto: Reprodução/Secom Ceará

Atualmente, o painel de exames realizado no Ceará inclui a investigação de doenças como anemia falciforme e outras hemoglobinopatias, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, deficiência de biotinidase, fenilcetonúria e hiperplasia adrenal congênita. Quando diagnosticadas precocemente, essas condições podem ser acompanhadas e tratadas antes do surgimento de sequelas graves ou irreversíveis.

Ampliação da triagem neonatal

Foto: Reprodução/Secom Ceará
Foto: Reprodução/Secom Ceará

O Lacen/CE concluiu a primeira etapa de ampliação do Teste do Pezinho, que inclui a realização do exame para toxoplasmose congênita, e iniciou, no fim de maio de 2026, a segunda fase da implementação prevista pela Lei Federal nº 14.154/2021, que amplia gradualmente o número de doenças investigadas pelo exame em todo o país, incluindo a pesquisa para galactosemia, uma doença genética rara que afeta a capacidade do organismo de metabolizar a galactose, açúcar presente no leite e em seus derivados.

A diretora de Biologia Médica, Karene Cavalcante, enfatiza o compromisso do Laboratório na ampliação das doenças investigadas pela triagem. O Lacen/CE concluiu a primeira etapa com a incorporação do exame da pesquisa para toxoplasmose congênita. Também foi incorporada a triagem para galactosemia, uma das doenças genéticas que são pesquisadas na segunda etapa”, aponta.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
Foto: Reprodução/Secom Ceará

Além da realização dos exames, o laboratório acompanha continuamente a qualidade das amostras recebidas, monitora os fluxos de envio e contribui para a organização da rede de coleta em todo o estado. Os dados gerados pela Triagem Neonatal também auxiliam a vigilância em saúde, permitindo conhecer melhor o perfil das doenças rastreadas e apoiar o planejamento de políticas públicas voltadas à saúde da criança.

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