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Bolsa feita com couro associado a tiranossauro rex vai a leilão por até R$ 3 milhões
Bolsa feita com couro associado a tiranossauro rex vai a leilão por até R$ 3 milhões
11/06/2026 20h39
Por: Redação Fonte: Agência Infomoney

Bolsa feita com couro associado a tiranossauro rex vai a leilão por até R$ 3 milhões.

 

Peça será ofertada pela Drouot nesta quinta-feira e tem valor estimado entre R$ 1,8 milhão e R$ 3 milhões.

Uma bolsa de luxo desenvolvida com tecnologia de cultivo celular e associada ao tiranossauro rex será colocada à venda nesta quinta-feira (11) em Paris. O item, que será negociado pela casa de leilões Drouot, foi avaliado entre US$ 350 mil e US$ 580 mil, o equivalente a cerca de R$ 1,8 milhão e R$ 3 milhões. As informações são da Folha de S. Paulo.

A peça chama atenção por unir moda, ciência e paleontologia. Segundo os responsáveis pelo projeto, o material usado em sua produção foi criado em laboratório a partir de informações obtidas de vestígios de colágeno identificados em um fóssil de T. rex encontrado em Montana, nos Estados Unidos, há cerca de 25 anos.

Antes de chegar ao leilão francês, a bolsa havia sido exibida ao público no início de abril, no museu Artis, em Amsterdã. A proposta foi apresentada como uma demonstração do uso de biotecnologia para desenvolver novos materiais inspirados em espécies extintas.

Ligado à iniciativa, o paleontólogo Iacopo Briano afirmou recentemente à AFP que os avanços recentes permitiram orientar culturas celulares a reproduzir, em laboratório, uma pele atribuída ao dinossauro. De acordo com ele, o resultado difere do chamado couro vegano, normalmente produzido com base em plástico.

Na avaliação da Drouot, trata-se de uma peça inédita no universo do luxo e de um exemplo de inovação científica aplicada ao setor. Em comunicado, a casa de leilões afirmou que o chamado “couro celular” aponta para uma alternativa de exclusividade que dispensa tanto a extração direta quanto a criação intensiva de animais.

Briano também destacou que o material é formado por pele obtida a partir de cultivo celular e, ao mesmo tempo, remete a uma espécie desaparecida há cerca de 66 milhões de anos — fator que ajuda a explicar o apelo singular da peça.