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BDMG Conexão Verde: empresas investem em projetos de economia verde em Minas e ganham maior competitividade
Gigantes do mercado nacional destacam relevância da descarbonização da economia durante evento promovido pelo banco
11/06/2026 17h20
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais

A Usina Cerradão é uma das maiores produtoras no país de bionergia a partir do bagaço da cana-de-açúcar. Em 2026, ela vai gerar um volume de energia limpa capaz de atender uma cidade de 900 mil habitantes por mais de um ano.

A mineira do setor sucroalcoleiro contou com o crédito do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para o seu projeto de economia verde e foi uma entre diversas empresas que, nessa quarta-feira (10/6), demonstraram durante o evento Conexão Verde: BDMG descarboniza, realizado pelo banco, como projetos sustentáveis são viáveis para o negócio.

Com mais de 300 pessoas presentes, empresas e especialistas do setor destacaram como os investimentos em descarbonização agregam valor e geram maior competitividade aos negócios.
 

BDMG / Divulgação

O presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, destacou que a pauta vai além de compromisso ambiental. “A pauta verde deixou de ser um tema complementar e passou a ocupar posição estratégica na atuação do banco”, afirmou. Somente em 2026, até o início de junho, o BDMG liberou R$ 276 milhões em crédito verde para empresas e municípios.

Andréa Mota, executiva com 35 anos de experiência em empresas globais como L’Oréal e Coca Cola América Latina, destacou que muitas soluções em sustentabilidade surgem a partir de desafios que se transformam em oportunidades. “Sustentabilidade gera valor, receita e reputação e vai além de responsabilidade social e ambiental, precisa estar na estratégia das empresas”, afirmou.

Gratuito e aberto ao público, o evento também contou com o apoio da Cemig , Invest Minas e Fiemg.

Diferencial no agronegócio

No agronegócio, o crédito do BDMG tem representado novas oportunidades de negócios, como no caso da Usina Cerradão, localizada em Frutal, no Triângulo Mineiro. A empresa investiu na compra do maior turbogerador do mundo movido à biomassa, ampliando sua produção de energia a partir do bagaço da cana-de-açúcar. Com isso, entrou no mercado de comercialização de créditos de carbono.

A Expocacer, que reúne 760 cafeicultores do cerrado mineiro, também é cliente do BDMG e, durante o evento, apresentou o projeto enquanto primeira cooperativa no mundo certificada pelo café regenerativo e premiada pela criação do chamado protocolo Eco, que certifica o grão sustentável em toda a cadeia produtiva. A NetZero também apresentou ações alinhadas à descarbonização.

Responsabilidade ambiental

O evento revelou ainda a atuação inovadora de empresas como a farmacêutica Novo Nordisk, que apresentou os avanços da sua primeira fábrica circular no mundo, em Montes Claros, Norte de Minas.

Já a MRV compartilhou a experiência de adotar a compensação voluntária de carbono e o plano para reduzir emissões de carbono e engajar seus clientes. Empresas que atuam na área de transportes e logística, a VLI Logística e a Localiza também revelaram iniciativas que contribuem para a economia verde e conscientização sobre a agenda junto aos seus clientes e parceiros.

O Grupo Heineken apresentou o projeto HeiForest com meta de atingir net zero em toda a cadeia. A iniciativa inclui ainda o reaproveitamento hídrico na produção das bebidas.