No Dia Nacional da Educação Ambiental, celebrado nesta quarta-feira (3/6), o governo do Estado reforça a importância de programas e ações voltados à formação de cidadãos mais conscientes e preparados para os desafios ambientais. No Rio Grande do Sul, a pauta é tratada como estratégica e vem sendo ampliada por meio de iniciativas coordenadas pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), com atuação em todo o território do RS.
A educação ambiental tem se consolidado como uma das principais ferramentas para enfrentar desafios climáticos, sociais e econômicos. Nesse contexto, o Estado desenvolve políticas públicas, projetos e iniciativas de conscientização que envolvem desde o ensino formal até atividades comunitárias, com foco na construção de uma cultura de sustentabilidade.
Para a titular da Sema, Marjorie Kauffmann, investir em educação ambiental é essencial para o desenvolvimento do Estado. “Educação ambiental significa construir uma sociedade mais consciente e preparada para o futuro. A pauta ambiental está diretamente conectada à economia, ao planejamento urbano, à produção de alimentos, à infraestrutura e à qualidade de vida. Somente com políticas públicas integradas será possível enfrentar os desafios climáticos e garantir desenvolvimento com segurança para a população”, afirma.
Planejamento de longo prazo
Entre as principais iniciativas, está a construção do Plano Estadual de Educação Ambiental (Planea), desenvolvido em parceria com a Secretaria da Educação e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O documento, que será lançado em breve, reunirá diagnóstico, diretrizes e estratégias para orientar os 497 municípios gaúchos na implementação de ações de educação ambiental, tanto no ensino formal quanto no não formal.
Com previsão de conclusão em até 12 meses, o plano está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e à Política Estadual de Educação Ambiental. A proposta é fortalecer iniciativas já existentes, identificar oportunidades de melhoria e ampliar a integração entre meio ambiente e educação.
Unidades de Conservação: aprendizado em campo
As Unidades de Conservação (UCs) administradas pelo Estado também desempenham papel central na educação ambiental. Além da proteção da biodiversidade, esses espaços funcionam como ambientes de aprendizagem, aproximando a população dos conceitos de conservação.
As atividades incluem trilhas interpretativas, visitas guiadas, palestras e ações educativas voltadas a diferentes faixas etárias. Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com 25 unidades de conservação estaduais, muitas delas com programação contínua de aprendizagem ambiental, fortalecendo a relação entre comunidade e território.
Jardim Botânico: ciência ao alcance do público
Com papel relevante na conservação da biodiversidade, o Jardim Botânico de Porto Alegre e o Museu de Ciências Naturais mantêm programação permanente voltada à educação ambiental e científica. As atividades incluem trilhas guiadas, oficinas, cursos, formação de educadores e eventos temáticos sobre flora nativa.
O Museu também desenvolve projetos que aproximam a ciência da população, como ações em escolas, atividades em espaços públicos e experiências educativas imersivas, ampliando o acesso ao conhecimento e estimulando o interesse pela conservação da biodiversidade.
Conservação da Fauna
O Parque Zoológico de Sapucaia do Sul atua como centro de conservação e educação ambiental, acolhendo animais resgatados de situações de risco, como tráfico e acidentes. Entre as iniciativas, destaca-se o projeto Zoo na Escola, que leva às instituições de ensino um acervo itinerante e promove atividades educativas sobre preservação da fauna. Somente em 2025, o projeto alcançou mais de 2,2 mil alunos.
O Zoológico também realiza visitas orientadas, com atividades educativas conduzidas por profissionais especializados. Em 2025, foram atendidos 1.479 alunos de 36 escolas.
Educação integrada ao território
Criada em 2017, a Rede de Educação Ambiental em Unidades de Conservação (Rede Seiva) conecta escolas e áreas protegidas, promovendo a formação de professores e estudantes. Baseada nas diretrizes: socialização, educação, identidade, vida e ambiente, a Rede Seiva atualmente reúne cerca de 20 escolas e 30 educadores em oito municípios gaúchos.
As ações incluem trilhas, visitas técnicas e participação em feiras científicas. Em 2025, mais de 100 estudantes apresentaram trabalhos em eventos de ciência e tecnologia, reforçando a integração entre educação, pesquisa e conservação ambiental.
Formação de jovens multiplicadores
O projeto Caminho do Lixo atua na formação de adolescentes e jovens como agentes multiplicadores de práticas sustentáveis. Ao longo de 13 encontros presenciais em 2025, no Centro da Juventude de Viamão, foram abordados temas como reciclagem, coleta seletiva e economia circular.
Ao todo 109 jovens participaram das atividades e a iniciativa integra o eixo de Políticas Sociais Preventivas do Programa RS Seguro , focado na promoção da cidadania e redução da violência.
Educação ambiental no litoral gaúcho
Durante a Operação Verão , a Sema promove atividades de educação ambiental nas praias gaúchas, com oficinas, ações lúdicas, distribuição de mudas e visitas guiadas. Na temporada 2025/2026, cinco praias receberam ações integradas, alcançando públicos de diferentes idades.
As atividades incentivam o uso responsável dos recursos naturais e reforçam a importância da conservação dos ecossistemas costeiros.
Educação para o futuro
As iniciativas demonstram que a educação ambiental vai além da sala de aula, estando presente em parques, escolas, comunidades e espaços públicos. Ao ampliar o acesso ao conhecimento e fortalecer políticas públicas, o Rio Grande do Sul avança na construção de um modelo de desenvolvimento mais sustentável e preparado para os desafios das próximas décadas.
Texto: Tamires Tuliszewski/Ascom Sema
Edição: Secom