Falha na IA da Meta que permitiu a invasão de contas famosas no Instagram provocou queda de mais de 5% nas ações da empresa e acendeu alerta.
A falha de segurança na inteligência artificial (IA) da Meta que permitiu a invasão de contas famosas no Instagram provocou uma queda de mais de 5% nas ações da empresa. Além disso, acendeu um alerta global sobre os riscos de substituir o suporte humano por robôs.
O incidente, revelado após hackers assumirem o controle de perfis de grande visibilidade, como o da marca Sephora e o da antiga gestão de Barack Obama na Casa Branca, expôs a fragilidade dos sistemas automatizados da big tech.
A brecha ocorreu porque o assistente virtual de suporte foi manipulado para redefinir credenciais de acesso sem executar uma verificação de identidade independente dos usuários. Embora a dona da rede social tenha afirmado que o problema já foi corrigido, o episódio gerou desconfiança no mercado financeiro e entre especialistas em segurança digital, que apontam pressa na implementação dessas ferramentas, segundo a Reuters.
A reação negativa do mercado reflete o receio de investidores com os gastos massivos da Meta em IA, estimados em até US$ 145 bilhões (R$ 732 bilhões) para o desenvolvimento de infraestrutura e data centers.
O tombo nas ações ocorre justamente num momento de reestruturação interna, no qual a companhia demitiu milhares de funcionários e reduziu o suporte humano para depender agressivamente de sistemas automatizados. Para analistas do setor, a pressa em delegar funções cruciais a robôs gerou vulnerabilidade.
Tecnicamente, o golpe foi classificado por especialistas como um ataque de “prompt injection” (injeção de comando), formato no qual o invasor “engana” o robô por meio de instruções de texto diretas na interface do chat.
Entre os usuários que foram alvo do ataque, está Jane Wong, pesquisadora de segurança e ex-funcionária da própria Meta. Ela teve suas credenciais comprometidas.