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Diretor da PF defende novo inquérito para investigar recursos de Vorcaro para filme
Diretor da PF defende novo inquérito para investigar recursos de Vorcaro para filme
03/06/2026 09h04
Por: Redação Fonte: Estadão Noticias

Diretor da PF defende novo inquérito para investigar recursos de Vorcaro para filme.

 

"É preciso analisar novos elementos trazidos sobre um eventual suporte de pessoas no exterior que estão confabulando e articulando contra o Brasil", disse Andrei Rodrigues.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defende a abertura de um novo inquérito para investigar o envio de recursos de Daniel Vorcaro aos Estados Unidos sob a justificativa de financiar o filme Dark Horse. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews.

“É preciso analisar novos elementos trazidos sobre um eventual suporte de pessoas no exterior que estão confabulando e articulando contra o Brasil. Inclusive, coagindo no curso do processo”, disse o policial.

O diretor-geral apontou três possibilidades para o andamento das investigações. A primeira é que os novos expedientes sejam agregados ao caso Master, atualmente sob relatoria do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF). A segunda é que se incorporem ao inquérito que já apura a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. A terceira via seria uma distribuição livre, por sorteio, a outro integrante do STF.

“Agora precisamos aguardar a decisão jurídica e dar os passos seguintes”, afirmou Rodrigues.

Na mesma entrevista, Andrei Rodrigues também afirmou que a designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas “foi uma surpresa”.

O diretor-geral contou que esteve na comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o encontro oficial com o homólogo Donald Trump e que a pauta de segurança pública foi levada. Na ocasião, Lula entregou a Trump documentação sobre temas de interesse do país, entre eles o enfrentamento ao crime organizado, com explicações técnicas sobre o trabalho da Polícia Federal, inclusive no campo da cooperação internacional.

Para Andrei, equiparar crime organizado a terrorismo é um “equívoco técnico” e prejudica o combate eficaz às facções criminosas.