Operação Check-in investiga a atuação de organização criminosa especializada na prática de corrupção de servidores públicos, desvio de recursos públicos e fraudes licitatórias em contratos celebrados com a Prefeitura do Recife.
Contratos celebrados com a Prefeitura da Cidade do Recife são alvo de investigação da Polícia Federal. A Operação Check-in, deflagrada na manhã de hoje (02) tem o objetivo de reprimir a atuação de organização criminosa especializada na prática de corrupção de servidores públicos, desvio de recursos públicos e fraudes licitatórias em contratos celebrados com a PCR. A operação conta com apoio da Controladoria-Geral da União.
As investigações foram iniciadas esse ano após a apreensão de canhotos de cheques na Operação Firenze, que apontavam para o pagamento de vantagem indevida a agente público do alto escalão da PCR por parte de empresa contratada pelo município. Os desvios teriam ocorrido em contratos de terceirização de mão de obra, no exercício de 2020.
Os valores repassados pela prefeitura da capital pernambucana à empresa investigada, em 2020, somaram cerca de R$ 25,8 milhões. Deste total, aproximadamente R$ 17 milhões foram custeados com recursos federais.
A empresa investigada já mantinha relação contratual com a PCR em exercícios anteriores ao de 2020, o que levanta a possibilidade de o prejuízo ao erário ser ainda mais robusto.
Ao todo, 32 policiais federais e dois auditores da CGU dão cumprimento a oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho.
Os crimes investigados são de Corrupção Passiva (art. 317 do Código Penal), Corrupção ativa (art. 333 do Código Penal), Organização Criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013), Fraude em licitação ou contrato (art. 337-L do Código Penal) e Lavagem de Capitais (art. 1º da Lei nº 9.613/1998).
A denominação da Operação faz referência ao bloco de talões e canhotos de cheques apreendidos na operação policial anterior, os quais indicam o pagamento de propina ao agente público investigado.
Em nota enviada pela Prefeitura do Recife o órgão esclarece que não é alvo da operação Check-in, que trata de contratos referentes a uma empresa terceirizada que atuou em contratos celebrados em 2020 no âmbito municipal.
O Executivo Municipal reforça que segue à disposição das instituições e órgãos de controle no apoio às investigações.