A Secretaria da Cultura do Piauí (Secult) lançou o Chamamento “Mestre Pedro Moça” para inscrições no Registro do Patrimônio Vivo do Estado do Piauí (RPV-PI), edição 2026. O processo vai selecionar quatro novos Patrimônios Vivos, ampliando a política de reconhecimento, valorização e preservação dos saberes tradicionais piauienses.
Criado por lei estadual, o Registro do Patrimônio Vivo tem o objetivo de identificar, reconhecer e apoiar mestres, mestras e grupos culturais que dedicaram suas vidas à preservação das manifestações populares, transmitindo conhecimentos, técnicas e modos de fazer que integram a identidade cultural do estado. Além do reconhecimento oficial, os contemplados passam a receber bolsas de incentivo financeiro concedidas pelo Governo do Estado.
Nesta edição, serão disponibilizadas quatro vagas para pessoas naturais ou grupos culturais que comprovem atuação há mais de 20 anos na preservação e promoção da cultura tradicional e popular do Piauí. Os candidatos também devem demonstrar capacidade de transmitir seus conhecimentos a novas gerações, fortalecendo a continuidade dessas práticas culturais.
As inscrições podem ser realizadas até o dia 1º de julho, de forma eletrônica por meio da plataforma link ou pelos Correios. O edital completo está disponível no site oficial da Secult e reúne todas as orientações para participação no processo seletivo, que prevê que as candidaturas podem ser apresentadas pelo próprio candidato, por municípios, entidades culturais, grupos culturais ou pela Assembleia Legislativa do Estado.
Patrimônio Vivo
A política do Patrimônio Vivo é considerada uma das mais importantes ações de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial do estado. Ela reconhece que a cultura também está presente nas pessoas, nos grupos e nos conhecimentos transmitidos de geração em geração. São mestres do artesanato, da música, da dança, das tradições religiosas, dos festejos populares e de tantas outras expressões que ajudam a contar a história do povo piauiense.
Atualmente, representantes de praticamente todos os Territórios de Desenvolvimento do Piauí já possuem reconhecimento como Patrimônio Vivo. O único território que ainda não conta com um representante inscrito no registro estadual é o Tabuleiros do Alto Parnaíba, realidade que reforça a importância da participação de mestres, mestras e grupos culturais da região neste novo chamamento.
Para o secretário da Cultura, Rodrigo Amorim, o Registro do Patrimônio Vivo vai além de uma homenagem. Trata-se de uma política pública permanente de proteção dos saberes populares.
“Os mestres e mestras da cultura popular carregam conhecimentos que não estão apenas nos livros, mas na vivência e na prática cotidiana. O Registro do Patrimônio Vivo é uma forma de reconhecer essas trajetórias e garantir que esses saberes continuem sendo transmitidos às futuras gerações. Nosso compromisso é fortalecer essa política e ampliar a representatividade dos territórios culturais do Piauí”, destaca o gestor.
Os candidatos selecionados receberão o título de Patrimônio Vivo do Estado do Piauí e passarão a integrar oficialmente o registro estadual. Além disso, terão acesso à bolsa de incentivo prevista em lei, atualmente fixada em R$ 1.100 mensais para pessoas naturais e R$ 2.200 para grupos culturais reconhecidos. O resultado final deverá ser homologado até o dia 30 de setembro de 2026. Após a conclusão do processo, os novos Patrimônios Vivos serão diplomados em solenidade promovida pela Secult.