
Foto: Divulgação /Semae
A Secretaria do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae), promoveu na última quarta, 27, em Chapecó, e quinta-feira, 28, em Caçador, mais dois workshops regionais que integram a etapa participativa do desenvolvimento do Plano de Transição Energética de Santa Catarina (PTEJSC). Os encontros reuniram representantes da sociedade civil, academia e setor produtivo dessas regiões e foram espaços de temas como descarbonização da indústria, eficiência energética, energias renováveis, segurança energética, bioeconomia, qualificação profissional, inovação tecnológica e os impactos da transição energética no desenvolvimento regional.
Atualmente, o Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina está na fase de diagnóstico, etapa em que são levantadas todas as oportunidades de conexão entre os setores econômicos e as possibilidades de expansão da matriz energética do Estado, como foco no descomissionamento da cadeia do carvão no Sul do estado. Esta fase considera estratégias para mitigar os impactos do descomissionamento do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda no Sul do Estado, ao mesmo tempo em que analisa as capacidades de expansão da matriz energética catarinense, promovendo alternativas sustentáveis de desenvolvimento econômico e regional.
“O plano está sendo construído com base no conceito de justiça energética, o que significa equilibrar benefícios e os impactos da transição energética de forma transparente e participativa, considerando as particularidades regionais do estado, os impactos sociais e econômicos das mudanças na matriz energética e a necessidade de criar mecanismos que garantam oportunidades e mitigação dos efeitos negativos para os setores e populações envolvidas”, explica o Superintendente de Pesquisa do FGV Energia, Filipe Gonçalves.

Santa Catarina está desenvolvendo um plano inovador no Brasil pois a proposta vai além da transição da matriz energética sob o ponto de vista econômico. O estudo também contempla ações para assegurar que essa mudança rumo a uma economia de baixo carbono aconteça de forma socialmente responsável, com geração de oportunidades, inclusão e atenção às comunidades e aos trabalhadores que podem ser impactados, destacando o compromisso com o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e justiça social que torna o plano uma referência para o país.
“Santa Catarina já possui uma matriz energética diversificada, especialmente no setor elétrico, além de apresentar grande potencial em fontes como o biogás e a biomassa. Nesse contexto, os encontros realizados em Chapecó e Caçador têm como objetivo aprofundar o debate sobre essas oportunidades e avaliar de que forma elas podem se conectar com outras regiões do Estado”, destaca o secretário do Meio Ambiente e da Economia Verde, Guilherme Dallacosta.
Sobre o Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina
Santa Catarina é o primeiro estado brasileiro a ter uma Lei de Transição de Energética Justa e o primeiro a adotar o conceito de justiça social no Plano de Transição, visando garantir que a transição para a geração de energia de baixo carbono seja inclusiva, socialmente responsável, além do tradicional viés da viabilidade econômica. O Governo do Estado está investindo R$ 3,5 milhões para a elaboração desse estudo, que encontra-se em estado de 50% de execução.
“Na semana em que é celebrado o Dia Mundial da Energia, os encontros realizados em Chapecó e Caçador reforçaram o caráter estratégico do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina (PTEJSC), iniciativa pioneira no país que visa planejar, até 2050, a substituição gradual da geração termelétrica a carvão mineral por alternativas sustentáveis”, destaca a diretora de Clima, Energia e Transição Energética da Semae, Mariane Murakami.
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