Agência Assembleia / Fotos: Miguel Viegas
Para aproximar pessoas, promover inclusão e ampliar a acessibilidade através da Língua Brasileira de Sinais (Libras), a Assembleia Legislativa do Maranhão promove o Curso Básico de Libras, voltado para servidores e a comunidade em geral. O curso foi iniciado nesta segunda-feira (26), com carga horária de 30 horas, e acontecerá nos meses de maio e julho.
As aulas presenciais ocorrem duas vezes por semana e há atividades on-line. Durante as aulas, os participantes têm contato com conteúdos práticos do cotidiano, como apresentações pessoais, diálogos, família, meios de transporte, redes sociais e expressões básicas utilizadas na comunicação em Libras.
A proposta vai além do ensino técnico da língua. A iniciativa busca humanizar o debate sobre acessibilidade, reforçando a importância da inclusão da comunidade surda nos espaços públicos e sociais. A própria Escola do Legislativo destaca que a formação tem caráter de promoção da dignidade, do acesso à comunicação e da cidadania.
Para o instrutor e tradutor intérprete de Libras, João Emanuel Moreno Bezerra, ampliar o ensino da Libras é fundamental para reduzir barreiras sociais ainda presentes no dia a dia da população surda. “Quando mais pessoas aprendem Libras, mais portas são abertas para a inclusão. A comunicação cria pertencimento, autonomia e respeito”, destacou.
Práticas inclusivas
A professora e intérprete Maiane Castelo Branco da Silva também reforçou que iniciativas como essa ajudam a fortalecer práticas pedagógicas inclusivas e ampliam o acesso das pessoas surdas aos espaços educacionais, culturais e institucionais.
“A proposta do curso é fazer com que tanto os servidores quanto o público externo conheçam mais sobre a comunidade surda, sua identidade, cultura e a Língua Brasileira de Sinais. Durante as aulas, os participantes têm contato com as características da Libras e aprendem a se comunicar de forma mais acessível e inclusiva”, explicou a professora.
Ela destacou que o curso aborda conteúdos práticos e teóricos da língua. “Trabalhamos questões de gramática, fonologia e promovemos momentos de diálogo, quando os alunos conhecem os sinais dentro de diferentes contextos do cotidiano. A ideia é de que eles consigam desenvolver uma comunicação mais natural e eficiente com a comunidade surda”, afirmou.
A Língua Brasileira de Sinais foi reconhecida oficialmente pela Lei nº 10.436/2002 como meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda brasileira. Além disso, a Lei Brasileira de Inclusão reforça a necessidade da acessibilidade e da presença de intérpretes em diversos espaços públicos.