Além da prisão de Deolane Bezerra, a operação realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil também colocou o filho da influenciadora no centro das investigações. Segundo os investigadores, Giliard Vidal dos Santos teria movimentado valores milionários considerados incompatíveis com a renda declarada oficialmente.
Na mesma quinta-feira (21), dia em que Deolane foi presa durante a Operação Vérnix, agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão ligado ao jovem.
De acordo com os dados reunidos pela investigação, Giliard movimentou mais de R$ 11 milhões em contas bancárias entre julho de 2022 e maio de 2024. O detalhe que chamou atenção das autoridades é que, segundo os registros analisados, ele não possui histórico de ocupação formal nem atividade empresarial registrada.
Ainda conforme o relatório policial, somente em 2023 o filho de Deolane teria movimentado mais de R$ 6 milhões, apesar de ter declarado rendimentos de aproximadamente R$ 32,9 mil no período.
As autoridades afirmam que as transações identificadas apresentam características consideradas típicas de esquemas de ocultação e dispersão de dinheiro, prática frequentemente associada a investigações sobre lavagem de capitais.
Outro ponto que levantou suspeitas foi a quantidade de transferências realizadas para diferentes pessoas. Segundo a investigação, mais de R$ 366 mil teriam sido enviados para 473 destinatários distintos, com valores variando entre R$ 5 mil e até R$ 0,18.
Para os investigadores, o padrão financeiro encontrado pode indicar o uso das contas como uma espécie de “ponte” para pulverização de recursos, mecanismo conhecido popularmente como uso de “laranjas”.
A defesa de Deolane Bezerra sustenta que a influenciadora é inocente e afirma que irá comprovar a legalidade de suas atividades durante o andamento do processo. Até o momento, não houve manifestação pública de Giliard Vidal dos Santos sobre as suspeitas apontadas pelas autoridades.