A defesa de Deolane Bezerra se pronunciou pela primeira vez após a prisão da influenciadora e advogada durante a Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21), pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A investigação apura um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro com ligação ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em nota enviada à imprensa, os advogados da influenciadora afirmaram que Deolane é inocente e classificaram as medidas determinadas pela Justiça como “desproporcionais”.
“Inicialmente ressaltamos a sua mais absoluta inocência, bem como, que os fatos serão devidamente esclarecidos em momento oportuno”, declarou a defesa.
Os representantes da influenciadora também afirmaram que continuarão colaborando com a Justiça para comprovar a legalidade das atividades exercidas por Deolane como advogada e empresária.
“Esta banca de defesa seguirá cooperando tecnicamente com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades na condição de advogada que é”, acrescenta o comunicado.
Operação Vérnix
A operação investiga um esquema que, segundo os investigadores, teria movimentado recursos atribuídos à cúpula do PCC por meio de empresas de fachada e contas de terceiros. De acordo com a apuração, Deolane teria recebido depósitos considerados suspeitos e incompatíveis com a renda oficialmente declarada.
A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 27 milhões vinculados à influenciadora. Além disso, foram expedidos mandados de prisão preventiva e busca e apreensão contra outros investigados apontados como ligados ao alto escalão da facção criminosa.
Entre os alvos da operação estão Marco Willians Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC; o irmão dele, Alejandro Camacho; além de sobrinhos e operadores financeiros da organização.
As investigações tiveram início em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. A partir disso, a polícia identificou uma transportadora suspeita de atuar como braço financeiro da facção.
Segundo os investigadores, mensagens interceptadas e movimentações bancárias revelaram depósitos fracionados em contas ligadas a Deolane entre 2018 e 2021. A polícia aponta ainda que empresas vinculadas à influenciadora receberam dezenas de transferências consideradas incompatíveis com as atividades declaradas oficialmente.
A defesa, no entanto, sustenta que a influenciadora irá esclarecer todos os fatos durante o andamento do processo e reforça confiança na atuação do Poder Judiciário.