O rendimento médio mensal dos trabalhadores da construção civil no Paraná atingiu R$ 3.837 no 1º trimestre de 2026, de acordo com levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além de estar quase R$ 1 mil acima da média nacional no período, que foi de R$ 2.858, o valor é também o maior do País.
Na sequência do Paraná aparecem Santa Catarina, que registrou um salário médio mensal de R$ 3.791 no 1º trimestre deste ano; Distrito Federal, com R$ 3.715; Mato Grosso, com R$ 3.471; e São Paulo, com R$ 3.462. Considerando que o valor médio pago aos trabalhadores do setor no Paraná alcançou R$ 2.708 no 1º trimestre de 2018, houve um aumento real de 41,7% nos últimos oito anos, já com o desconto da inflação.
No início de 2018, o Paraná ocupava a sexta posição no ranking nacional do rendimento médio da atividade da construção. Já no ano seguinte, em 2019, o Estado subiu duas posições, alcançando R$ 3.068. Passados os impactos da pandemia de Covid-19, no 1º trimestre de 2024 o salário médio chegou a R$ 3.212, subindo para R$ 3.424 em 2025, no terceiro lugar nacional, até alcançar os R$ 3.837 deste ano, o maior entre os estados.
Essa trajetória ascendente dos salários diz respeito a uma parcela considerável do mercado de trabalho local, uma vez que o segmento emprega atualmente 440 mil pessoas no Estado, o equivalente a 7% do total de 6,3 milhões de ocupados do Paraná.
O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, explica que o movimento de alta dos salários está diretamente relacionado à crescente demanda por trabalhadores da construção no Estado. “Além das residenciais, observamos uma grande procura por profissionais pelas empresas que vêm executando obras de infraestrutura no Paraná”, afirmou.
CASA FÁCIL PARANÁ- E parte desse crescimento tem relação direta com o Governo do Estado. O Casa Fácil Paraná, por exemplo, tem transformado o cenário da habitação e impactando diretamente a construção civil. Por meio de subsídio no valor de entrada dos imóveis, 976 empreendimentos habitacionais foram impactados pelo programa , com os recursos estaduais contribuindo diretamente para a sua viabilização.
Outro exemplo desse impacto foi a Ponte de Guaratuba que chegou a ter, simultaneamente, mais de mil trabalhadores no pico da obra. Ao todo, foram mais de 3 milhões de homem/hora trabalhada – número de trabalhadores × hora trabalhadas –, contribuindo para que fosse executada em tempo recorde. A estrutura foi inaugurada no dia 1º de maio.
No primeiro bimestre deste ano, a gestão estadual liquidou R$ 703,6 milhões em investimentos, o maior valor do País . Os investimentos liquidados são aqueles que saíram efetivamente do papel na forma de obras, escolas e hospitais ou novos equipamentos, sendo que muitas delas envolvem o setor da construção civil.
Confira AQUI a evolução do salário médio da construção civil nos primeiros trimestres de 2018 e de 2026.