A Secretaria da Saúde do Piauí (Sesapi) iniciou, nesta quinta-feira (21), o VIII Fórum Estadual Integrado de Tuberculose e Hanseníase. O evento ocorre até esta sexta-feira (22) no auditório do Hospital Getúlio Vargas (HGV), em Teresina, com a participação de profissionais de saúde de todo o estado para debater estratégias de enfrentamento, diagnóstico e tratamento das duas doenças.
Com foco no fortalecimento da atenção primária, o fórum é um espaço para a troca de experiências entre gestores, coordenadores e equipes de saúde. A programação inclui discussões sobre busca ativa de casos, manejo clínico, diagnóstico, estigma social associado às doenças e desafios relacionados a populações vulneráveis, como pessoas em situação de rua e indivíduos privados de liberdade.
“Esse momento traz as necessidades e objetivos da gente discutir ações inerentes à tuberculose como busca ativa, manejo clínico, área do diagnóstico, o estigma presente nessa população, população em situação de rua, população privada de liberdade e outros contextos”, pontuou Ivone Venâncio, supervisora de Tuberculose da Sesapi.
A supervisora destacou ainda que o evento contemplará uma análise do cenário epidemiológico atual da tuberculose no estado, apresentando as inovações e os avanços mais recentes no enfrentamento da doença. “Dentro desses contextos, vamos abordar as metodologias, o que tem de mais novo, o que avançou na tuberculose e como ela se comporta no estado, com um panorama geral voltado para o perfil epidemiológico do agravo neste momento”, acrescentou Ivone Venâncio.
No âmbito da hanseníase, o evento discute, entre outras coisas, a qualificação das equipes municipais no manejo e na detecção da doença. “Trouxemos algumas temáticas para serem discutidas, principalmente com a atenção primária do estado, para reforçar o conhecimento e a agilidade de desenvolver ações em cada município”, pontuou Eliracema Alves, supervisora de hanseníase da Sesapi.
O VIII Fórum Estadual Integrado de Tuberculose e Hanseníase também aborda entraves recorrentes nos programas municipais, como o abandono e a interrupção do tratamento, apostando no diálogo coletivo como ferramenta para a superação desses desafios. A Sesapi reforça que iniciativas como esta são fundamentais para qualificar a resposta do Piauí diante de duas doenças que, apesar de preveníveis e tratáveis, ainda representam relevante problema de saúde pública no Brasil.