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Paraná aumenta 50% número de leitos SUS de UTI em 10 anos e tem a melhor média do Sul

Com média de 17,11 leitos para cada 100 mil habitantes, Estado também fica entre os três melhores do Brasil, com melhor índice que a média brasile...

21/05/2026 às 15h51
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: SECOM
Foto: SECOM

O Paraná tem a melhor distribuição de leitos SUS de UTI do Sul do Brasil, com uma média de 17,11 para cada 100 mil habitantes, que é superior a Santa Catarina (12,37) e Rio Grande do Sul (13,17). Os números também colocam o Estado entre os três melhores do Brasil, com melhor índice que a média brasileira e dentro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A pesquisa feita pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) mostra um panorama de todo o país com cruzamento de informações do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), IBGE e Agência Nacional de Saúde (ANS). Os dados usados reúnem os leitos de UTIs Adulto e Coronariana e, para fazer a média, utilizam a chamada “população SUS”, que não possui plano privado de saúde.

A média de 17,11 do Paraná ultrapassa a brasileira, que é de 13,06 e, entre os entes federativos, Distrito Federal (17,7) e o Espírito Santo (22,81) estão à frente do Paraná. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda como referência a faixa de 10 a 30 leitos por 100 mil habitantes.

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Outro dado mostra que o Brasil teve um crescimento de 67% nos leitos SUS de UTI nos últimos 10 anos, enquanto o Paraná teve crescimento de 50%, passando de 1.121 em 2016 para 1.685 em 2025.

“O crescimento do número de leitos de UTI representa um avanço importante no Paraná, pois aumenta a capacidade de resposta do sistema de saúde. Essa ampliação também é fruto de uma política deste governo, que aposta na melhoria da atenção à saúde com a regionalização, que evita deslocamentos, melhora o acolhimento e dá mais oportunidades de recuperação da pessoa com atendimento mais rápido”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

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O Paraná ainda teve um crescimento de leitos pediátricos, neonatais e de queimados, que não são utilizados na pesquisa da Amib. Os dados da CNES apontam que o Estado somava 370 leitos em 2016 e agora são 630, uma ampliação de 70%. Entre eles, o destaque é para os leitos SUS de UTI Neonatais, que saltaram 115%, de 198 para 427 no mesmo período.

O crescimento de leitos no Paraná é maior que a proporção do crescimento de habitantes no Estado. Segundo dados do IBGE, a população do Estado era de 11.242.720 em 2016 e passou para 11.890.527 em 2025, o que representa um aumento de 5,7%.

INVESTIMENTO- O crescimento do número de leitos de UTI SUS no Paraná está relacionado às contratações e também às construções de novos hospitais, com recursos do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa).

Além das obras já realizadas e entregues, o número de leitos de UTI irá ampliar com a construção de novos hospitais em diferentes regiões do Paraná anunciadas neste ano.

Matinhos, no Litoral, terá um novo hospital com um investimento de R$ 67,7 milhões dentro do programa Paraná Competitivo. Serão 90 leitos, incluindo UTI adulta, além de enfermarias, maternidade, centro cirúrgico e estrutura completa para exames de imagem.

No último dia 15 de maio, o governador Carlos Massa Ratinho Junior, assinou a ordem de serviço para o início da construção do Hospital Graciele Possan, em Guaíra , na região Oeste. Ele terá um aporte de R$ 64,3 milhões do Estado e contará com 84 leitos, distribuídos entre enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Também na região Oeste, na cidade de Assis Chateaubriand, foi assinado um investimento de R$ 74 milhões para a construção de um hospital com 80 leitos e distribuídos entre as áreas clínica, cirúrgica, obstétrica e UTI.

Com a reforma e readequação da estrutura atual, o Hospital São Camilo, em Irati, na região Sul, passará de 62 leitos para 101 leitos, com 20 leitos de UTI adulto. O investimento de quase R$ 13 milhões ainda será usado para ampliar salas cirúrgicas, de três para cinco, além de ganhar uma área física para implantação do serviço de hemodinâmica, para diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e neurológicas.

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