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Plantão Cultura Viva capacita e tira dúvidas de fazedores de cultura em Vitória da Conquista
Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BAAnexo do Memorial Casa Regis PachecoA noite desta segunda-feira (18) foi de aprendizado e f...
19/05/2026 18h55
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA

Anexo do Memorial Casa Regis Pacheco

A noite desta segunda-feira (18) foi de aprendizado e fortalecimento para o cenário cultural de Vitória da Conquista. A Secretaria Municipal de Cultura (Secult) realizou, na Casa Memorial Régis Pacheco, oPlantão Cultura Viva: Oficina e Tira-Dúvidas. O encontro reuniu artistas, produtores, agentes culturais e coletivos locais interessados em acessar os dois editais que estão com inscrições abertas no município por meio da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV).

Instituída pela Lei nº 13.018/2014, a Cultura Viva apoia grupos e projetos em comunidades de todo o Brasil, reconhecendo os chamados Pontos de Cultura. Esses pontos são fundamentais para ampliar o acesso da população à arte e valorizar as tradições populares.

A coordenadora de Economia da Cultura do município, Maiza Leite, destacou que a iniciativa desempenha um papel pedagógico essencial para desmistificar os processos burocráticos.“Os editais são complexos, pois precisam acompanhar legislações federais, estaduais e municipais. Muitas vezes, os fazedores de cultura têm excelentes projetos, mas encontram dificuldades em detalhes técnicos, como anexar documentos de forma correta. Nosso intuito com essa capacitação é dar autonomia a eles, aumentando o número de inscritos e, consequentemente, gerando emprego e renda por meio da economia criativa local”, explicou Maiza.

Durante a oficina, que foi ministrada pelo agente do Ministério da Cultura, Yan Roberto, foram detalhados os dois certames atualmente em vigor no município, que atendem a diferentes perfis de proponentes:

  • Edital de Premiação:Destinado a reconhecer a trajetória de iniciativas ou coletivos culturais de base comunitária. O foco não é o indivíduo isolado, mas o grupo (como coletivos de artesãos ou do audiovisual, por exemplo). Pode ser pleiteado por grupos com ou sem CNPJ.
  • Edital de Ações Continuadas:Voltado para projetos de maior fôlego, com duração de um ano, que prevejam oficinas, palestras e seminários para a comunidade. Este edital oferece sete vagas no valor de R$ 90 mil cada. Para concorrer, a entidade precisa, obrigatoriamente, possuir CNPJ sem fins lucrativos e já ter sido certificada anteriormente como Ponto ou Pontão de Cultura (inclusive por meio do edital de premiação).

Além do fomento financeiro imediato, a participação massiva dos agentes locais é estratégica para o futuro da cultura no município. Segundo Yan Roberto, o volume de inscritos serve como um diagnóstico para o Ministério da Cultura (MinC). “Mesmo que um projeto não seja contemplado de imediato, o número expressivo de inscrições prova a existência de demanda na cidade, o que ajuda a garantir e a ampliar o repasse de recursos federais nos anos seguintes” explicou Yan.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
Maiza
Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
Yan
Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
Ana Carolina

Para quem está na ponta produzindo arte, o momento representa uma virada de chave na organização do setor. A integrante do coletivo Casa da Cultura de Vitória da Conquista, Ana Carolina Guimarães de Souza, ressaltou que esses encontros promovem a integração mútua em vez da concorrência.

“Nos últimos anos, as coisas estavam lentas, mas agora percebemos um esforço do município para fazer as engrenagens andarem. Esse projeto de transformar coletivos em Pontos de Cultura está unindo a categoria e nos ajudando a vencer a burocracia”, afirmou Ana Carolina.

Ela lembrou ainda o impacto social direto que o incentivo financeiro traz para as comunidades vulneráveis de Vitória da Conquista. “Na Casa da Cultura, mantemos um educandário onde 70% dos alunos são bolsistas em situação de vulnerabilidade. Ver adolescentes de realidades muito tristes tocando piano brilhantemente nos enche de orgulho e nos dá a certeza de que a cultura constrói futuros melhores. É para isso que esses editais servem”, concluiu.