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Economia do Japão cresce mais que o esperado no primeiro trimestre de 2026

Economia do Japão cresce mais que o esperado no primeiro trimestre de 2026

19/05/2026 às 13h24 Atualizada em 19/05/2026 às 13h27
Por: Redação Fonte: Reuters
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Economia do Japão cresce mais que o esperado no primeiro trimestre de 2026

Economia do Japão cresce mais que o esperado no primeiro trimestre de 2026.

 

Expansão foi impulsionada por exportações e consumo antes do início do conflito no Irã; dados colocam em xeque planos do Banco do Japão de elevar juros em junho.

TÓQUIO, 19 Mai (Reuters) – A ⁠economia do Japão cresceu mais rápido do ⁠que o esperado no primeiro trimestre devido à solidez das ‌exportações e do consumo, mas esse ímpeto enfrentará um teste severo à medida que a força total do choque energético da guerra ‌no Irã se fizer sentir entre as empresas e os consumidores.

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Os dados serão um dos principais fatores que o Banco do Japão examinará para determinar se a economia pode suportar a crise energética e permitir que ele aumente a taxa de juros já no próximo ⁠mês.

‘Os ‌dados de hoje mostram que a economia estava em uma base ⁠sólida antes da guerra no Irã, o que significa que ela tem alguns amortecedores para resistir ao choque energético’, disse Yoshiki Shinke, economista executivo sênior do Dai-ichi Life Research Institute.

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‘A economia pode contrair no segundo trimestre, mas se o problema for ​apenas o aumento geral dos preços, ela provavelmente poderá retomar a recuperação depois disso. Se houver grandes interrupções no fornecimento, ​os danos ao crescimento podem ser tão graves que o Banco do Japão pode não ter espaço para aumentar os juros em junho’, disse ele.

O Produto Interno Bruto (PIB) real do Japão aumentou 2,1% em termos anualizados, segundo dados divulgados nesta terça-feira, superando a ‌mediana das previsões do mercado para um ​ganho de 1,7% e um aumento revisado de 0,8% no trimestre anterior, de outubro a dezembro.

O segundo trimestre consecutivo de expansão na quarta maior economia do mundo ⁠foi sustentado por exportações ​sólidas, com a ​demanda externa líquida acrescentando 0,3 ponto percentual ao crescimento, mostraram os dados.

O consumo privado e ⁠as despesas de capital cresceram 0,3% ​em relação ao trimestre anterior, sugerindo que os lucros corporativos robustos e os ganhos salariais constantes estavam apoiando a recuperação.

Mas analistas esperam que o ​crescimento diminua nos próximos trimestres, à medida que se intensificam as consequências do conflito no Oriente Médio, que ​causou uma interrupção sem ⁠precedentes no fornecimento global de energia.

‘Acreditamos que o PIB do primeiro trimestre já ficou para ⁠trás e esperamos que a economia sinta as pressões dos custos altos de energia no futuro. Os preços mais altos da energia e a elevada incerteza limitarão o consumo e o investimento no curto prazo’, escreveram os analistas da Oxford Economics em uma nota.

 

(Reportagem de Leika ​Kihara)

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