
Doadoras participam de um grupo de WhatsApp, canal pelo qual a equipe que faz a coleta confirma a existência de leite e evitam viagens perdidas
Com o objetivo de estimular a doação de leite humano e promover debates sobre a importância do aleitamento materno, celebra-se no dia 19 de maio o Dia Mundial da Doação de Leite Humano. Em Marabá, o Hospital Materno Infantil (HMI) aproveita a data para homenagear e dar visibilidade ao trabalho da equipe da “Rota do Leite”, engrenagem essencial para que o alimento chegue com segurança e qualidade até o Banco de Leite Humano da instituição.
O leite materno possui todos os nutrientes de que o bebê precisa até os seis meses de vida, protegendo-o contra diversas doenças. Após esse período de amamentação exclusiva, uma alimentação complementar adequada e saudável deve ser oferecida, mantendo-se o aleitamento em paralelo até o segundo ano de vida ou mais. Para as mães que amamentam e possuem excedente, o HMI disponibiliza a comodidade da coleta domiciliar.
O trabalho de busca ativa é realizado pela técnica em nutrição Renata Becker, junto a um motorista, a bordo de um veículo destinado exclusivamente para esse fim. Munidos de caixas térmicas configuradas na temperatura ideal, eles percorrem a cidade recolhendo os frascos congelados para impedir o descongelamento, o que aumentaria a acidez do produto e inviabilizaria a pasteurização. O cronograma de visitas atende os núcleos urbanos em dias específicos. Na segunda-feira, eles percorrem o Núcleo Cidade Nova e na quarta-feira, o núcleo Nova Marabá.
As doadoras inseridas no programa participam de um grupo de WhatsApp, canal pelo qual confirmam a existência de leite para coleta e evitam viagens perdidas da equipe.


“A gente chega até a casa dessa mãe e coleta aquele leite que ela passou a semana fazendo a captação. Elas não podem levar no hospital de forma alguma, porque a gente tem todo um cuidado no transporte. Aqui nós não buscamos quantidade, buscamos qualidade”, explica a técnica em Nutrição Renata Becker.
A servidora detalha o rendimento do alimento: “Um frasquinho de leite dá para alimentar até 10 crianças da Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), onde há bebês que tomam de 1 ml a 5 ml. Quando é colostro, o bebê toma uma gotinha em cada bochecha para aumentar a imunidade. Um frasco salva vidas”.
Triagem e apoio à amamentação
O Banco de Leite do HMI realiza uma triagem rigorosa com as candidatas para certificar se realmente há sobra. O cadastro é dinâmico, contando atualmente com cerca de 29 mulheres. A orientação principal é de que a mãe nunca tire do próprio filho para doar.
O serviço também atua na promoção geral do aleitamento. Muitas mulheres procuram o banco acreditando ter excesso de leite, mas, na triagem, identifica-se que o bebê está abocanhando a mama de forma incorreta ou machucando o mamilo. Nesses casos, a equipe realiza o manejo clínico e a orientação corretiva antes de oficializar qualquer doação.
Após a reinauguração da estrutura do hospital, o volume de serviço saltou de uma pasteurização semanal para a média atual de duas a quatro sessões de esterilização por semana. A prioridade absoluta do estoque é o atendimento aos recém-nascidos internados na UCI. O objetivo futuro do setor é expandir as captações para suprir todo o hospital, reduzindo o uso de fórmulas industriais.
Relatos de Amor e Solidariedade
Para as mães voluntárias, a doação representa um elo de empatia com outras famílias que enfrentam dificuldades na amamentação nos primeiros dias pós-parto.
A dona de casa Gabrielle da Silva Rocha, de 21 anos, mãe do Lorenzo, de 11 dias, ingressou no projeto após notar que estava desperdiçando leite. Orientada por uma tia, ela acionou o hospital e conseguiu entregar nove frascos em menos de uma semana.


“Achei muito legal porque infelizmente nem toda mãezinha pode dar o leite para o bebê, e é um alimento muito importante para os primeiros dias. Eu decidi doar por ato de amor. Enquanto puder, vou estar doando”, declarou Gabrielle.
A filmaker Beatriz Oliveira, mãe do Bernardo, de 12 dias, conheceu o Banco de Leite por indicação de uma amiga e também aprovou a experiência.


“Eu acho maravilhoso, um ato muito lindo que ajuda outras mãezinhas e também outros bebês. Me sinto muito orgulhosa de fazer isso. É um momento muito gratificante, porque eu sei da dificuldade dos bebês lá dentro. A amamentação é uma conexão com meu filho e, para mim, é um dos momentos favoritos”, celebrou Beatriz.
Como ser uma doadora
Para realizar o cadastro no Banco de Leite Humano do Hospital Materno Infantil de Marabá, a voluntária não precisa sair de casa. O atendimento inicial e as orientações são fornecidos de forma remota. A equipe fornece os frascos de vidro esterilizados diretamente na residência da doadora.








Texto: Fabiana Alves
Fotos: Paulo Sérgio
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