
A 8ª edição do 'Atheneu ONU' foi encerrada nesta segunda-feira, 18, no Teatro Atheneu, em Aracaju, consolidando-se como uma das maiores edições da história do projeto. Considerada a maior simulação intercolegial da América Latina, a iniciativa reuniu 165 estudantes do ensino médio de escolas das redes pública e privada de Sergipe em debates inspirados nas atividades da Organização das Nações Unidas (ONU), fortalecendo o protagonismo juvenil, a formação cidadã e o pensamento crítico sobre os desafios contemporâneos.
A solenidade de encerramento contou com a presença de autoridades políticas e educacionais, além da premiação dos melhores delegados de cada comitê e dos oito destaques gerais da simulação. Durante o evento, também foram realizados discursos dos membros das comissões organizadoras, celebrando o êxito da edição e projetando os próximos passos do Atheneu ONU.
Neste ano, o tema central foi 'Débito Civilizatório e a Reconfiguração do Poder Global: Reparações Históricas e a Nova Ordem Geopolítica do Século XXI', proposta que buscou ampliar as reflexões sobre representatividade internacional, desigualdades históricas e participação dos 193 países-membros da ONU nas decisões globais, para além das cinco nações permanentes do Conselho de Segurança. Com nove comitês e três sessões de debates realizados ao longo do sábado, os estudantes participaram de cerca de dez horas de simulações diplomáticas, discutindo temas ambientais, econômicos, sociais, tecnológicos e humanitários.
Autoridades destacam impacto educacional do projeto
Presente desde a primeira edição do projeto, o vice-governador Zezinho Sobral destacou a relevância do Atheneu ONU na formação dos jovens sergipanos e no fortalecimento do debate político e social entre os estudantes. “Desde a primeira edição, estivemos presentes apoiando essa iniciativa. A cada ano, o Atheneu ONU ganha mais potencial, mais visibilidade e mais participação dos estudantes. É uma discussão sobre os problemas mundiais, preparando nossos jovens para os enfrentamentos do futuro, para opinarem, decidirem e trabalharem na solução dos grandes temas globais, sejam eles ambientais, éticos, tecnológicos ou políticos. Precisamos potencializar iniciativas como essa para que alcancem ainda mais espaços e mais estudantes”, afirmou.
A secretária de Estado da Educação, Gilvânia Guimarães, ressaltou o reconhecimento do Atheneu ONU como um projeto escolar de referência, construído a partir da dedicação de professores e estudantes do Centro de Excelência Atheneu Sergipense. “O Atheneu ONU nasceu dentro da escola, com um professor de Sociologia, e hoje segue fortalecido sob a liderança da professora de Inglês. Isso é muito significativo para nós. É um movimento em que os estudantes pensam, constroem, escrevem e elaboram propostas de intervenção para problemas reais do mundo. Esse protagonismo estudantil, em uma perspectiva interventiva, faz toda a diferença. A Secretaria de Estado da Educação, junto à DEA, soma esforços para apoiar mais uma edição desse projeto tão importante”, destacou.
A diretora da Diretoria de Educação de Aracaju (DEA), Maria Luiza Omena, enfatizou o impacto pedagógico e social da iniciativa. “Esse é um evento que extrapola os muros da escola. Ver esses jovens debatendo dívida civilizatória, geopolítica e os grandes conflitos do mundo nos enche de orgulho. São estudantes preocupados com questões ambientais, sociais, econômicas e humanitárias. Pensar que daqui podem surgir futuros diplomatas, ambientalistas e lideranças políticas é extremamente significativo”, acrescentou.
Para a diretora do Centro de Excelência Atheneu Sergipense, Liliane Pina, o encerramento da 8ª edição já representa o início da construção do próximo ciclo do projeto. “Encerramos mais uma edição com o auditório lotado de jovens protagonistas e já começamos a pensar na próxima. O Atheneu ONU é um movimento contínuo de ideias, propostas e formação estudantil. Os alunos saem daqui ainda mais engajados e conscientes do papel que exercem nos processos educacionais e sociais”, ressaltou.
Estudantes reforçam a importância da diplomacia e do diálogo
A estudante Eduarda Prado, secretária-geral do Atheneu ONU, avaliou positivamente o desempenho dos delegados durante os debates e destacou o comprometimento dos participantes com a construção de soluções diplomáticas. “Os debates foram muito ricos. Em todos os comitês, os delegados estavam dispostos a construir resoluções e acordos para problemas complexos do mundo atual. No ano passado, eu era assessora, ou seja, estava no lugar de quem hoje acompanha tudo o que acontece. Neste ano, sou a secretária-geral do Atheneu ONU e percebo como a simulação cresce a cada edição, porque os estudantes se dedicam, estudam e compreendem a importância da diplomacia e da política internacional. Quem faz a simulação acontecer são os delegados. O que eu mais desejo é que todos estejam cada vez mais engajados nesse universo da diplomacia e da política, compreendendo a importância da simulação da ONU”, afirmou.
Participando pela primeira vez do projeto, a estudante Hyasmim Vieira Araújo, integrante da comissão Economia e Sociedade, destacou o acolhimento e o aprendizado proporcionados pelo projeto. “Foi uma experiência muito boa e acolhedora. Gostei muito das discussões sobre economia, um tema que nem sempre é tão abordado entre os estudantes. Acho importante que todos possam participar desses debates e compreender melhor esses assuntos”, disse.
Ao longo de oito edições, o Atheneu ONU vem se consolidando como um espaço de formação cidadã e protagonismo juvenil, incentivando estudantes a compreenderem os desafios globais e a exercitarem, na prática, o diálogo, a diplomacia e a construção coletiva de soluções para os problemas contemporâneos. Porque o Atheneu ONU não é apenas sobre diplomacia, mas sobre jovens compreenderem e fazerem política na prática.





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