
A startup paraense TexBi, instalada no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, ganhou destaque na exposição “O Elã da Trama”, realizada em São Paulo, ao participar do desenvolvimento da Poltrona Naiá Azul, peça de design sustentável produzida a partir de resíduos de jeans reaproveitados. A empresa, que integra o ecossistema de inovação apoiado pelo Governo do Pará, transformou o material descartado pela indústria têxtil em placas rígidas utilizadas na estrutura da poltrona.
O projeto foi desenvolvido pela Guá Arquitetura em colaboração com o Pirilampos do Planeta e integra a mostra realizada em parceria entre a Art Dialogues Magazine e o Apartamento 61. A exposição reúne obras de arte contemporânea e design sustentável, valorizando a relação entre têxtil, corpo e memória, com visitação aberta neste mês de maio, na capital paulista.
A Poltrona Naiá Azul foi produzida em edição limitada e representa o resultado de anos de pesquisa desenvolvidos pela startup no Pará.
“Ver uma inovação criada por nós em uma exposição representa a validação de anos de pesquisa e desenvolvimento transformados em um produto com valor estético e de mercado, capaz de ocupar espaços na indústria criativa”, destaca Cleide Ornela, CEO da TexBi.
Sustentabilidade e inovação
A TexBi atua no reaproveitamento de resíduos têxteis para produção de biomateriais aplicáveis em design, arquitetura e mobiliário. As placas utilizadas na poltrona foram produzidas a partir de jeans descartados por indústrias e peças pós-consumo.
“Realizamos a triagem dos resíduos têxteis, trituramos o material e aplicamos o aglutinante exclusivo da TexBi. Todo esse processo foi prensado e transformado em uma peça de design. A poltrona foi feita durante cerca de 44 horas de produção envolvendo uma equipe dedicada em cada etapa do projeto”, explica Cleide Ornela.
A empresa desenvolve alternativas sustentáveis para a indústria da moda, considerada uma das mais poluentes do mundo. Atualmente, cerca de 92 milhões de toneladas de resíduos têxteis são descartadas anualmente no planeta. No Brasil, aproximadamente 80% desse material tem como destino lixões ou rios.
Segundo a CEO, o ambiente de inovação do PCT Guamá foi fundamental para o crescimento da startup. "O PCT Guamá teve um papel essencial na trajetória da TexBi. Foi dentro desse ecossistema de inovação que evoluímos nossa tecnologia, cercadas de conexões estratégicas, conhecimento, visibilidade e oportunidades que impulsionaram diretamente o crescimento da empresa".
Aplicações e novos produtos
A startup atua em toda a cadeia produtiva, desde a logística dos resíduos até a fabricação do produto final. A cada cinco metros quadrados de chapas produzidas, são reaproveitados cerca de 10 quilos de resíduos têxteis.
As placas desenvolvidas possuem superfície lisa, impermeável e alta resistência, podendo ser aplicadas em revestimentos de parede, mobiliário, objetos de design e ambientes que necessitam de controle acústico, como tetos e divisórias.
Ao longo de dois anos, a empresa realizou testes com materiais têxteis de pré e pós-consumo utilizando um ligante criado em laboratório. Além das placas impermeáveis e com absorção sonora, a TexBi prepara o lançamento de um material emborrachado voltado para aplicação em pisos.
A inovação paraense também aposta em uma identidade regional na composição dos produtos. O catálogo de cores inclui tonalidades inspiradas na Amazônia, como tapioca, castanha-do-pará, cupuaçu, cumaru, breu, nublado e vitória-régia.
Incentivo do Governo do Pará
Além da TexBi, outro empreendimento do grupo presente no PCT Guamá é a Combinô, startup voltada à moda circular. As iniciativas já receberam apoio técnico do Governo do Pará por meio do programa Startup Pará, vinculado à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet).
O programa atua no fortalecimento do empreendedorismo inovador no Estado, incentivando pesquisas, validações tecnológicas e oportunidades de expansão de negócios sustentáveis.
“Esses incentivos são fundamentais para fortalecer pesquisas, validações, desenvolvimento tecnológico e ampliar as oportunidades de crescimento de negócios inovadores”, ressalta Beatriz Ornela, CEO da Combinô.
Texto: Ascom PCT-Guamá
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