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Vila Olímpica do Mato Alto recebe mais de 300 atletas no primeiro Festival PCD Esportes Sem Limites
A Vila Olímpica Professor Manoel José Gomes Tubino, equipamento da Secretaria Municipal de Esportes do Rio, na Praça Seca, realizou o primeiro Fest...
14/05/2026 14h11
Por: Redação Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ

A Vila Olímpica Professor Manoel José Gomes Tubino, equipamento da Secretaria Municipal de Esportes do Rio, na Praça Seca, realizou o primeiro Festival PCD Esportes Sem Limites. O evento reuniu atletas na última terça-feira e contou com a presença de alunos de cinco unidades, divididos em quatro modalidades: atletismo, natação, lutas e psicomotricidade.

– Esse evento é muito importante, pois promove a inclusão e auxilia no desenvolvimento dos atletas das Vilas Olímpicas. Muitos estão tendo a oportunidade de receber uma medalha pela primeira vez e isso acaba despertando ainda mais o interesse pelo esporte – destacou o secretário de Esportes, Bruno Ramos.

O Festival PCD Esportes Sem Limites teve como objetivo incentivar a prática esportiva entre pessoas com deficiência atendidas pelas Vilas Olímpicas da Prefeitura do Rio, além de promover a integração entre alunos, profissionais e familiares por meio da troca de experiências.

Foto: Reprodução/Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ
O festival reuniu alunos de cinco Vilas Olímpicas – Gustavo Stephan / Smel

Foram mais de 300 alunos participando das Vilas Olímpicas GREIP da Penha, Mato Alto (Praça Seca), Mestre André (Padre Miguel), Dias Gomes (Deodoro) e CIAD Mestre Candeia (Centro). Os atletas foram agrupados por idade, gênero e habilidades.

O evento também contou com a presença de atletas do Time Rio Paralímpico, João Victor Teixeira e Thomaz Moraes, do atletismo, e Gustavo Amaral, do halterofilismo, que são inspiração para os jovens participantes. Bronze no lançamento de disco nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, João Victor começou sua trajetória no esporte na Vila Olímpica do Mato Alto, aos 7 anos, fazendo o pentatlo, como atleta convencional. Aos 14 anos, ele teve hemiplegia, que comprometeu os movimentos do seu corpo e depois de um tempo retornou para o atletismo, mas dessa vez no paralímpico.

– Essa Vila faz parte da minha história. Foi onde comecei e tenho alguns recordes até hoje. É inspirador estar aqui, poder rever professores da minha época e servir de exemplo para os jovens que estão começando – afirmou João.

Entre os participantes, o pequeno Samuel Silva, de 7 anos, aluno de corrida e natação da Vila Olímpica Dias Gomes e diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), comemorou a oportunidade de competir.

– Eu adoro fazer esporte e foi incrível poder participar disso aqui e ganhar medalha – disse Samuel.

Outro momento emocionante do festival foi a apresentação da jovem Aysha Cristine Barbosa, de 7 anos, uma das primeiras bailarinas cadeirantes da Vila Olímpica do Mato Alto. Aluna de natação e balé, Aysha abriu o evento com sua turma de dança, contagiando a plateia, e também participou da prova de natação.

– O festival é muito legal. Eu amei dançar e poder nadar – contou.

Foto: Reprodução/Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ
A bailarina cadeirante da Vila Olímpica do Mato Alto emocionou o público – Gustavo Stephan / Smel