
Em meio aoverde denso da floresta que resiste no coração de Belém,pequenos habitantes chamam a atenção de quem atravessa as trilhas do Bosque Rodrigues Alves. Ágeis, curiosos e muitas vezes ousados,os macacosque vivem no espaço se tornaramuma das atrações mais observadas pelos visitantes— e também o centro de umalerta constanteda equipe técnica do parque.
Entre umolhar encantadoe um clique de celular,o que parece apenas um encontro espontâneo com a natureza esconde uma relação delicadaque exige responsabilidade. É justamente nesse ponto que o Bosque intensifica o trabalho de orientação:lembrar ao público que, por trás da proximidade e da aparente docilidade dos animais,existe um ecossistema que depende de equilíbrio — e de limites que não podem ser ultrapassados.

Administrado pela Prefeitura de Belém, oBosque reforça diariamente ações de conscientizaçãopara orientar visitantes sobre o convívio responsável com os macacos que habitam a área.O principal alerta é direto: não alimentar os animais.
A medida buscaproteger a saúde dos primatas, evitar mudanças de comportamento ereduzir riscos de transmissão de doenças, além degarantir a segurança dos próprios visitantes.
Atualmente, oBosque abriga cerca de 40 macacos, distribuídosem dois bandos com aproximadamente 20animais. Eles vivem em sistema semi-cativo,circulando livremente pela área florestal, mas sob monitoramento e manejo técnicoda equipe ambiental.
Entre as espécies presentes no parque está oSaimiri collinsi, conhecido popularmente comomacaco-de-cheiro, um dos primatas mais característicos da região amazônica e frequentemente avistado pelos visitantes durante os passeios.

Segundo a direção do parque,os primatas recebem alimentação balanceada diariamente, preparada de forma adequada às necessidades da espécie. Oproblema surge quando visitantes oferecem alimentos industrializados, doces ou restos de comida.
A diretora do Bosque Rodrigues Alves, Ellen Eguchi, explica que esse tipo de interação, embora pareça inofensivo, pode gerarconsequências graves.
Ela ressalta que já houve registros deperdas de animaisassociadas ao comportamento humano inadequado dentro do espaço.


Além da alimentação inadequada, outro ponto de atenção é ainteração direta entre visitantes e macacos. Segundo a diretora do Bosque, os animais podem não diferenciar alimentos oferecidos de forma espontânea ereagir de maneira imprevisível.
A orientação é para que o público mantenha distância segura e evite qualquer tentativa de contato físico ou oferta de alimento.

Otrabalho educativodentro do Bosque é feito de forma contínua e presencial. De acordo com Ellen Eguchi, os funcionários circulam pelo espaço e abordam visitantes sempre que identificam situações de alimentação dos animais. A orientação é verbal e imediata, reforçando a proibição e explicando os riscos.
Embora não haja uma página oficial exclusiva do Bosque para campanhas digitais, a recomendação de não alimentar os animais é difundida de forma geral emtodas as frentes de atendimento ao público.
A diretora também relembra que, em períodos anteriores, houve registros de doenças graves entre os primatas, comocasos de toxoplasmose, possivelmente associados aalimentos contaminadosoferecidos por visitantes.


Os macacos que vivem no Bosque Rodrigues Alves fazem parte de uma população dinâmica, e por isso não há registro exato da idade de cada indivíduo. A equipe técnica explica que o grupo passa por mudanças naturais ao longo do tempo, dificultando uma estimativa precisa.
Ainda assim, há registros de que primatas em condições semelhantes podemviver até cerca de 20 anosem ambiente controlado.
Outro dado curioso é uma tentativa recente de manejo ambiental: parte dos bandos foi deslocada para áreas mais centrais do parque, como forma de reduzir o contato com as bordas e com o público. No entanto, muitos acabam retornando às áreas mais movimentadas, atraídos principalmente pelaoferta irregular de alimentos.
A direção reforça que o equilíbrio do Bosque depende diretamente do comportamento dos visitantes. A recomendação é simples, mas essencial:observar, respeitar e não alimentaros animais.


Em142 anosde história e, em15 hectares, o espaço abriga mais de 10 mil árvores e 435 animais, consolidando-se como umverdadeiro santuário da fauna e flora amazônica, além de ser uma das áreas verdes mais importantes da capital paraense.
O espaço funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 16h, permanecendo fechado às segundas-feiras para manutenção. A entrada custaR$ 2,00, com gratuidade para crianças de até 6 anos, idosos e pessoas com deficiência. Crianças de 7 a 12 anos pagam meia-entrada.No último domingo de cada mês, o acesso é gratuito para todos os visitantes.
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