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Ações brasileiras devem “andar de lado” com juros e eleições no radar, diz JPMorgan
Ações brasileiras devem “andar de lado” com juros e eleições no radar, diz JPMorgan
13/05/2026 13h23
Por: Redação Fonte: Reuters

Ações brasileiras devem “andar de lado” com juros e eleições no radar, diz JPMorgan.

 

Banco americano prevê Bolsa lateral no Brasil após rali e saída de capital externo.

SÃO PAULO, 13 Mai (Reuters) – Estrategistas ⁠do JPMorgan avaliam que o Brasil ⁠e a América Latina ainda são vistos como ‌um relativo ‘porto seguro’ e uma alternativa de diversificação frente a mercados emergentes com forte peso em tecnologia, ‌mas veem o mercado acionário no Brasil reduzindo o fôlego após o rali do começo do ano.

‘No médio prazo, acreditamos que as ações brasileiras devam andar de lado, considerando o ritmo mais lento de afrouxamento monetário e ⁠a ‌incerteza eleitoral’, afirmam em relatório enviado a clientes com ⁠data de terça-feira, destacando ainda que o real já se encontra em um nível forte e não deve se apreciar muito mais, ‘o que se torna um fator assimétrico para investidores estrangeiros’.

O Ibovespa, referência ​do mercado acionário brasileiro, acumulou alta de mais de 16% no primeiro trimestre, mas fechou abril praticamente ​no zero a zero (-0,08%) — embora tenha ultrapassado os 199 mil pontos na máxima intradia do mês — e maio acumula um declínio de 3,7%.

A equipe do JPMorgan observou que os fluxos estrangeiros para o Brasil ‌tornaram-se significativamente negativos desde meados de ​abril. ‘Acreditamos que essas saídas não sejam específicas do Brasil. Também houve uma redução dos fluxos para mercados emergentes’, pontuaram, citando que os ⁠fluxos para emergentes ​atingiram um ​pico de US$86 bilhões no acumulado do ano antes do conflito e ⁠atualmente estão em US$70 bilhões.

Além ​disso, acrescentaram, houve uma rotação relevante para ações de tecnologia, o Banco Central do Brasil está cortando juros em menor ritmo ​do que o esperado pelos mercados de ações, o Federal Reserve ficou mais ‘hawkish’ e o ​real se fortaleceu.

Em ⁠maio, segundo dados da B3 até o dia 8, o saldo de ⁠capital externo na bolsa está negativo em quase R$3,2 bilhões. Abril fechou com entrada líquida de cerca de R$3,2 bilhões (excluindo follow-ons e IPOs). Até o dia 15, porém, esse saldo era de R$14,6 bilhões.