
Senador indicou a Edinho Silva que pode ficar fora da disputa estadual; Josué Alencar e Kalil ganham espaço nos bastidores.
O entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a redesenhar a estratégia eleitoral em Minas Gerais após o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) indicar ao comando petista que não pretende disputar o governo do estado em 2026.
A sinalização foi dada ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, segundo apuração do blog do jornalista Valdo Cruz, do g1.
A indefinição preocupava o Palácio do Planalto porque Minas é considerado um dos estados centrais da disputa presidencial. Sem um nome competitivo ao governo local, aliados de Lula avaliam que o presidente pode enfrentar dificuldades para estruturar um palanque robusto no segundo maior colégio eleitoral do país.
Embora ainda tenha marcado para o fim de maio o anúncio oficial sobre sua decisão, Pacheco já teria indicado a interlocutores que avalia outros caminhos políticos fora da corrida estadual. Nos bastidores de Brasília, cresceu a especulação sobre uma possível indicação do senador para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).
A possível desistência do ex-presidente do Senado acelerou a movimentação de alternativas dentro da base governista em Minas. Um dos nomes que voltou ao radar do PT é o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que mantém capital político no estado após ter comandado a capital mineira.
Outra possibilidade analisada pelo entorno presidencial é a do empresário Josué Alencar, filiado ao PSB mineiro. Filho do ex-vice-presidente José Alencar, que integrou os governos Lula, o empresário passou a ser tratado como opção viável para encabeçar uma candidatura apoiada pelo Planalto.
Apesar da busca por alternativas, parte do PT mineiro ainda preferia manter Rodrigo Pacheco como candidato. Integrantes da legenda avaliavam que o senador já aparecia competitivo em levantamentos internos e teria capacidade de ampliar a interlocução com setores de centro.
Nos bastidores do governo federal, porém, a relação entre aliados de Lula e Pacheco sofreu desgaste recente após a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Uma ala do Planalto atribui ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a articulação que derrubou a indicação e passou a questionar a conveniência política de apoiar Pacheco em Minas.
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