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Chefe do PCC preso na Bolívia é um dos acusados por morte de PM do BPRaio em Itapipoca, no Ceará

Chefe do PCC preso na Bolívia é um dos acusados por morte de PM do BPRaio em Itapipoca, no Ceará

13/05/2026 às 08h54
Por: Redação Fonte: Agência Diario do Nordeste
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Chefe do PCC preso na Bolívia é um dos acusados por morte de PM do BPRaio em Itapipoca, no Ceará

Chefe do PCC preso na Bolívia é um dos acusados por morte de PM do BPRaio em Itapipoca, no Ceará.

 

O policial estava de serviço quando foi assassinado..

O cearense Felipe Anderson Pinho de Sousa, o 'Felipe Pacote', preso no último fim de semana na Bolívia, é um dos acusados por assassinar um policial militar na cidade de Itapipoca, Interior do Ceará. 'Pacote' foi apontado como um dos líderes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) e aliado de um dos maiores traficantes da América Latina, o uruguaio Sebastián Marset.

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'Felipe Pacote' foi denunciado pela morte do soldado Alexandre Emanuel Freire Pinto, de 28 anos, que atuava no 4º Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRAIO) de Amontada. O agente foi assassinado em 2024, durante o serviço, em um tiroteio com traficantes.

Há um mês e meio, o acusado, ainda na condição de foragido, tentou na Justiça Estadual do Ceará reverter o decreto de prisão preventiva contra ele. 

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A juíza da Vara Única Criminal de Itapipoca manteve a decisão pela prisão preventiva e destacou que "o requerente, que provavelmente pertence a uma facção criminosa, em concurso de agentes, supostamente, ceifou a vida do policial militar Alexandre Emanuel Freire Pinto, que participava de ação policial para coibir o tráfico de drogas praticado por uma facção criminosa, com disparos de arma de fogo, ao empreender fuga de local utilizado para a venda e armazenamento de entorpecentes".

Os homens são apontados como chefes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) e investigados por traficar armas da Bolívia ao Ceará.

Com as prisões deste fim de semana, já são três criminosos cearenses de alta periculosidade detidos na Bolívia, em menos de um ano. O outro preso foi Jangledson de Oliveira, o 'Nem da Gerusa', que fugiu poucos dias depois. 

OPERAÇÃO INTERNACIONAL

Semanas depois, Felipe Anderson foi detido em Santa Cruz de La Sierra, na companhia do comparsa Gleison Gomes de Oliveira, o 'Zé Caboclo', também natural de Itapipoca.

Segundo a apuração do caso, os dois enviavam armas para as cidades de Itapipoca, Ibiapina, Tianguá, Meruoca, Itapajé, Sobral, Trairi, Tauá, Guaramiranga e alguns bairros de Fortaleza.

"Eles saíam de Itapipoca para o entorno da cidade e cometiam homicídios e retornavam para a cidade de Itapipoca, onde eles se consideram seguros. Pois nós estamos provando aqui que não há segurança para eles. Todos estão sendo presos. Então, a prisão desse elemento com certeza vai repercutir bastante no número de CVLIs na região norte", apontou Marcus Aurélio, diretor do Departamento de Polícia Judiciária Interior Norte (DPJI-Norte). 

A ação ainda resultou na apreensão de 19 armas, entre fuzis (15), pistolas e carabinas, além de uma quantia de drogas, fardamentos policiais e veículos. Além dos cearenses, dois bolivianos também foram presos.

De acordo com representantes das Forças de Segurança do Ceará, mesmo na Bolívia, ‘Pacote’ continua ordenando crimes, como homicídios, no Estado. 

Agora, as autoridades aguardam o processo de extradição dos brasileiros. As defesas deles não foram localizadas pela reportagem. 

TROPA DO MARSET

Segundo Daniel Pinheiro Ramos, supervisor-chefe da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), os trabalhos policiais identificaram um elo entre os dois cearenses e um narcotraficante com atuação na América Latina, preso recentemente.

A reportagem apurou que o narcotraficante é Sebastian Enrique Marset Cabrera, que até o início deste ano de 2026 figurava entre os cinco narcotraficantes mais procurados pelo Departamento Antidrogas dos Estados Unidos, a DEA.

Em 2025, o uruguaio fez um pacto com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Um vídeo divulgado nas redes sociais mostrou o narcotraficante ameaçando guerra nas fronteiras: "seja onde for, estamos preparados para fazer guerra com quem for... eu não me importo com ninguém, estamos sempre prontos", disse o uruguaio, desafiando as autoridades.

Quatro meses depois da publicação, Marset foi preso.

O escritório de Narcóticos Internacionais do Departamento de Estado dos Estados Unidos chegou a oferecer US$ 2 milhões, cerca de R$ 10 milhões, por informações que levassem à sua captura.

Quando a prisão aconteceu, o DEA comemorou nas redes sociais: "O reino de terror e o caos de Sebastián Marset terminou". Além do vínculo com o PCC, o homem seria próximo à máfia 'Ndrangheta italiana.

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