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União Europeia barra importações de carnes do Brasil por exigência sanitária
União Europeia barra importações de carnes do Brasil por exigência sanitária
12/05/2026 14h46
Por: Redação Fonte: Agência O Globo

União Europeia barra importações de carnes do Brasil por exigência sanitária.

 

loco afirma que autoridades brasileiras ainda não deram garantias sobre uso de antibióticos na pecuária, mas relação pode ser atualizada em breve.

A União Europeia publicou nesta terça-feira (dia 12) uma lista de países autorizados a continuar exportando carne para o bloco sob as regras europeias de controle do uso de antibióticos na pecuária. O Brasil, no entanto, ficou de fora. A relação, validada pelos países-membros da UE, inclui nações como Argentina, Colômbia e México, consideradas em conformidade com as exigências sanitárias europeias.

Segundo Bruxelas, o Brasil não foi incluído porque ainda não apresentou garantias suficientes sobre a não utilização de determinados produtos antimicrobianos na criação de animais.

Apesar disso, autoridades europeias indicaram que a lista poderá ser atualizada em breve caso o governo brasileiro responda às solicitações pendentes.

A medida ocorre em meio à pressão de agricultores europeus e de países como a França após a entrada em vigor provisória do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul.

O acordo começou a valer em 1º de maio de forma provisória e ainda aguarda uma decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.

Rigor sanitário

A divulgação da lista foi interpretada como um gesto político e regulatório da União Europeia para demonstrar rigor sanitário diante das críticas de setores agrícolas europeus.

“Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona”, afirmou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.

Pelas regras europeias, é proibido utilizar antimicrobianos em animais para acelerar crescimento ou aumentar produtividade.

A legislação também veta o uso, em animais, de antibióticos considerados essenciais para o tratamento de infecções humanas.

As restrições fazem parte da política da União Europeia para combater a resistência bacteriana aos medicamentos e reduzir o uso considerado desnecessário de antibióticos na pecuária.