Alto padrão
Entre os destaques no segmento de alto padrão – renda familiar superior a R$ 24 mil e imóveis a partir de R$ 811 mil – o IDI do trimestre mostra o Centro-Oeste ocupando duas das três primeiras posições no alto padrão, com Brasília (DF) confirmando a liderança conquistada no trimestre anterior, ancorada no indicador de Dinâmica Econômica da região no máximo da escala e alta velocidade de absorção de estoque.
Goiânia (GO) subiu para o 3º lugar, com São Paulo (SP) entre as duas no 2º posto, reduzindo a concentração histórica do eixo Sul-Sudeste no topo do alto padrão.
Também foi observada movimentação expressiva entre as capitais nordestinas. Fortaleza (CE) caiu do 2º para o 6º lugar, com queda no indicador de Demanda Direta da região e no ritmo de venda dos imóveis já disponíveis no mercado. A capital cearense, porém, mantém um dos indicadores de atratividade de lançamentos com menos de 12 meses mais altos do ranking, sinalizando que o mercado de novos empreendimentos segue aquecido.
Já São Luís (MA) faz o movimento oposto e chegou ao Top 10 pela primeira vez, subindo do 26º para o 9º lugar, impulsionada pela aceleração no ritmo de venda dos imóveis já disponíveis no mercado.
E a pesquisa mostrou movimentos opostos no litoral catarinense em cidades próximas. Florianópolis (SC) registrou a maior queda no indicador de Demanda Direta entre todas as cidades e todos os padrões neste trimestre, recuando do 5º para o 10º lugar. A capital catarinense, porém, segue no Top 10 sustentada pela alta atratividade dos lançamentos com menos de 12 meses.
Itajaí (SC), a menos de 100 km de distância, seguiu na direção contrária e subiu do 19º para o 11º lugar, com crescimento expressivo na Demanda Direta no mesmo período.
Médio padrão
Para os imóveis de padrão considerado médio – renda familiar de R$ 12 mil a R$ 24 mil e imóveis entre R$ 575 mil e R$ 811 mil – o topo do indicador seguiu inalterado pelo segundo trimestre consecutivo. São Paulo (SP), Curitiba (PR), Goiânia (GO) e Brasília (DF) mantiveram as posições do trimestre anterior, consolidando o padrão de estabilidade que marcou o segundo semestre de 2025.
Outras cidades mostraram avanços relevantes: Belo Horizonte (MG) subiu do 11º para o 7º lugar, impulsionada pela aceleração no ritmo de venda dos lançamentos com menos de 12 meses e pelo crescimento no indicador de Demanda Direta.
Já Natal (RN) registrou o maior salto entre as capitais do padrão médio neste trimestre, subindo 26 posições e chegando ao 24º lugar, favorecida pela baixa oferta de imóveis usados no mercado e pela forte aceleração no ritmo de venda dos lançamentos com mais de 12 meses.
Outros avanços expressivos no Top 10 foram puxados pela região Sul. Maringá (PR), por exemplo, avançou 10 posições e chegou ao 5º lugar, com o indicador de Demanda Direta e a atratividade dos novos lançamentos atingindo o máximo da escala.
Itajaí (SC) seguiu o mesmo caminho, avançando do 13º para o 6º lugar, sustentada pelo forte crescimento no indicador de Demanda Direta. As duas cidades, ambas fora do eixo de capitais, entraram no Top 10 do padrão médio pelo mesmo motor: aumento expressivo na procura ativa por imóveis.
Padrão econômico
Na análise dos imóveis de padrão econômico – renda familiar de R$ 2 mil a R$ 12 mil e imóveis entre R$ 115 mil e R$ 575 mil – o topo do ranking também segue estável, pelo quinto trimestre consecutivo. Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Curitiba (PR) mantiveram as três primeiras posições sem alterações.
Fortaleza sustentou a liderança com o indicador de Demanda Direta da região no máximo da escala e alta velocidade de venda tanto nos imóveis já disponíveis no mercado quanto dos lançamentos com menos de 12 meses. Já Goiânia (GO) permaneceu em 4º lugar, ancorada no maior crescimento do indicador de Dinâmica Econômica do trimestre.
Dentro do Top 10 foram observados alguns avanços expressivos puxados pelo crescimento na busca ativa por imóveis. Brasília (DF) subiu do 7º para o 5º lugar, com o maior crescimento no indicador de Demanda Direta entre todas as cidades do ranking neste trimestre.
Aracaju (SE) acompanhou o movimento, saindo do 11º para o 7º lugar com o indicador de Demanda Direta entre os mais altos de todo o padrão médio analisado. Aracaju (SE) e Belo Horizonte (MG) entraram no grupo das dez cidades mais atrativas, saindo do 11º e 12º lugares para o 7º e 8º, respectivamente.
Aracaju foi impulsionada pelo indicador de Demanda Direta atingindo o topo da escala; e Belo Horizonte, pela aceleração no ritmo de venda dos lançamentos com menos de 12 meses.