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Thiago Ávila volta ao Brasil e alega ter sido torturado durante detenção em Israel

Thiago Ávila volta ao Brasil e alega ter sido torturado durante detenção em Israel

12/05/2026 às 12h57
Por: Redação Fonte: Reuters
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Thiago Ávila volta ao Brasil e alega ter sido torturado durante detenção em Israel

Thiago Ávila volta ao Brasil e alega ter sido torturado durante detenção em Israel.

 

O ativista brasileiro afirma ter sofrido agressões e presenciado abusos contra palestinos durante dez dias de custódia após tentativa de levar ajuda humanitária a Gaza.

SÃO PAULO, 11 ⁠Mai (Reuters) – O ativista brasileiro Thiago Ávila retornou ⁠a São Paulo na segunda-feira após sua detenção e ‌deportação de Israel, onde alegou ter sido torturado e testemunhado abusos de prisioneiros palestinos durante 10 dias de custódia.

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Ávila ‌e o espanhol Abu Keshek faziam parte da segunda Flotilha Global Sumud, que partiu da Espanha em 12 de abril, na tentativa de romper o bloqueio de Israel a Gaza com a entrega de ajuda. Os dois foram presos e levados ⁠para ‌Israel depois que as forças israelenses interceptaram a flotilha, enquanto ⁠mais de 100 outros ativistas pró-palestinos foram levados para Creta.

Ávila e Abu Keshek foram detidos sob suspeita de crimes, incluindo auxílio ao inimigo e contato com um grupo terrorista. Ambos negaram as alegações. Eles foram liberados ​no sábado e entregues às autoridades de imigração para deportação.

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‘Meu retorno foi simplesmente uma correção de uma violação grave. ​Fui sequestrado por Israel, não preso’, disse Ávila aos repórteres após sua chegada ao Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos.

Ávila alegou que ele e Abu Keshek sofreram ‘todos os tipos de violações’ durante a detenção, acrescentando que os prisioneiros palestinos ‌em celas próximas receberam tratamento pior.

Israel rejeitou as ​alegações do grupo de direitos humanos Adalah, que representou os dois em uma audiência judicial em Israel, de que os homens haviam sido torturados ⁠sob custódia e ​disse que todas ​as medidas tomadas estavam de acordo com a lei.

Os governos da Espanha e ⁠do Brasil afirmaram que a detenção ​era ilegal.

‘Precisamos derrotar (o primeiro-ministro israelense) Netanyahu e (o presidente dos EUA) Donald Trump, precisamos derrotar os criminosos de guerra’, disse Ávila, enquanto ​os apoiadores seguravam cartazes pedindo que o Brasil cortasse os laços com Israel.

Gaza é administrada em grande ​parte pelo grupo ⁠militante palestino Hamas, que é designado como um grupo terrorista por Israel e por grande ⁠parte do Ocidente.

O ataque do grupo a Israel em 7 de outubro de 2023 deu início à guerra de Gaza, que deixou grande parte da população do enclave desabrigada e dependente de ajuda — que, segundo as agências humanitárias, está chegando muito ​lentamente.

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