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Usuários de patinetes podem acionar seguro contratado por empresas em caso de acidente

Usuários de patinetes podem acionar seguro contratado por empresas em caso de acidente

11/05/2026 às 21h15
Por: Redação Fonte: Agência Diario de Pernambuco
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Usuários de patinetes podem acionar seguro contratado por empresas em caso de acidente

Usuários de patinetes podem acionar seguro contratado por empresas em caso de acidente.

 

JET prevê indenização de até R$ 3 mil em caso de fraturas, por exemplo,.

As empresas que operam patinetes elétricos compartilhados no Recife foram obrigadas pela prefeitura a contratar seguros para cobrir acidentes envolvendo usuários e até danos causados a terceiros durante a operação dos equipamentos na cidade. As exigências aparecem nos contratos firmados dentro do programa municipal EITA! Labs e foram detalhadas em documentos anexados, como resposta do município, à ação popular que tenta suspender o serviço na capital.

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A discussão judicial foi apresentada por um vereador do Recife que questiona a regularidade da operação dos patinetes. Na defesa enviada à Justiça, porém, a gestão detalha que o funcionamento das empresas está condicionado a uma série de obrigações técnicas, incluindo cobertura securitária, controle eletrônico de velocidade, monitoramento em tempo real e responsabilidade integral por eventuais danos.

Segundo a documentação apresentada pela Procuradoria do Município, as duas empresas autorizadas a operar no Recife mantêm apólices de seguro ativas para cobertura de acidentes envolvendo usuários e terceiros. A empresa Whoosh possui seguro de acidentes pessoais coletivos contratado junto à Sabemi Seguradora. Já a JET opera com cobertura da Infinite Seguradora S.A.

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Como funciona

O certificado individual do seguro da JET, anexado ao processo judicial, mostra que a cobertura é válida durante toda a utilização do equipamento pelo usuário, no período identificado como “durante o ticket”. O segurocobre despesas médicas, hospitalares e odontológicas decorrentes de acidentes, com limite de R$ 3 mil.

O contrato prevê indenização de R$ 30 mil em caso de morte acidental e mais R$ 30 mil para situações de invalidez permanente total provocada por acidente, além de auxílio funeral individual no valor de R$ 3 mil. O documento informa ainda que não há período de carência para utilização das coberturas previstas.

Embora os autos não detalhem os valores individualizados da apólice da Whoosh, a prefeitura afirma, no processo, que a empresa também mantém cobertura voltada a acidentes pessoais coletivos para usuários da plataforma, dentro das exigências estabelecidas pelo município para funcionamento do serviço.

A gestão municipal sustenta que a manutenção das apólices é uma das condições obrigatórias para permanência das operadoras no programa de micromobilidade urbana.

De acordo com os documentos enviados pela Secretaria de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia (SECTI), o seguro foi tratado como uma das medidas obrigatórias para permitir a operação do sistema no Recife. A gestão municipal sustenta que a exigência busca evitar que eventuais indenizações sejam assumidas pelo poder público.

A prefeitura também informou no processo que, até o momento, não houve acionamento das apólices contratadas pelas operadoras.

Controle operacional

Além do seguro, o município afirma que os contratos firmados com as empresas impõem uma série de mecanismos de controle operacional. Os patinetes utilizam geolocalização e telemetria em tempo real, permitindo limitação automática de velocidade por meio de “cercas virtuais”.

Nas áreas de circulação de pedestres, por exemplo, os equipamentos são reduzidos automaticamente para até 6 km/h. Em ciclovias e ciclofaixas, o limite chega a 20 km/h.

Os documentos também apontam que menores de 18 anos são impedidos de utilizar os equipamentos por meio de bloqueios integrados aos aplicativos das operadoras.

Atualmente, o Recife possui 92 pontos oficiais de estacionamento para patinetes, com capacidade para até 12 equipamentos em cada local, sendo seis por operadora. Segundo a SECTI, a implantação ocorre de forma gradual justamente para permitir ajustes operacionais antes da ampliação definitiva do sistema.

A própria prefeitura reconhece, nos documentos do processo, que o sistema poderá crescer significativamente nos próximos meses. A estimativa técnica do município aponta potencial para mais de 400 pontos de estacionamento e cerca de 4 mil patinetes em um cenário ampliado da operação.

A meta discutida para a consolidação inicial do sistema é que a JET alcance uma frota de até 2.500 patinetes em circulação no Recife, ampliando a presença do modal em corredores turísticos, áreas centrais e regiões com maior integração cicloviária.

Na defesa encaminhada à Justiça, o município argumenta que a operação ocorre dentro do chamado “sandbox regulatório”, modelo criado para testar novas tecnologias urbanas em ambiente controlado antes da regulamentação definitiva. A prefeitura afirma que a experiência serve para coletar dados de uso, comportamento dos usuários e impactos na mobilidade urbana da cidade.

O que dizem as empresas

Em nota, a JET informou que todas as viagens realizadas nos patinetes da empresa contam com seguro para acidentes de trânsito. A plataforma oferece um plano gratuito, já incluído automaticamente em cada corrida, e uma modalidade paga, no valor de R$ 2, que amplia as coberturas do seguro de acidentes pessoais. Segundo a empresa, ambos os planos incluem indenização em caso de acidente pessoal e cobertura de responsabilidade civil.

Os usuários podem fazer contato com a JET por meio do atendimento virtual, que funciona 24 horas por dia, no aplicativo, por e-mail (brsupport@jetshr.com), WhatsApp (11) 91541-6915 ou Telegram (https://t.me/jetbr_apoio_bot).

Diario de Pernambuco entrou em contato com a Woosh, mas não obteve retorno.

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