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Enfermeira do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão orienta sobre as medidas para evitar acidentes com escorpião

Aline Chaves diz que, ao identificar a presença de escorpiões, a população deve adotar medidas de higiene e acionar os serviços de vigilância do mu...

11/05/2026 às 19h15
Por: Redação Fonte: Secom Alagoas
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O acúmulo de água e a umidade excessiva fazem com que esses animais busquem locais secos - Pedro Júnior/ Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
O acúmulo de água e a umidade excessiva fazem com que esses animais busquem locais secos - Pedro Júnior/ Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Maju Silva/ Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

Com a chegada da quadra chuvosa em Alagoas, aumentam os casos de acidentes com escorpiões. Diante deste cenário, a enfermeira Aline Chaves, que atua no Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, acende um sinal de atenção sobre as medidas preventivas por parte da população.

Segundo Aline Chaves, o aumento dos casos ocorre porque o acúmulo de água e a umidade excessiva fazem com que os escorpiões deixem seus esconderijos naturais, como entulhos, galerias subterrâneas, terrenos baldios e redes de esgoto, em busca de locais secos e protegidos. “Essa movimentação favorece a entrada desses animais em residências, especialmente em imóveis com frestas, ralos desprotegidos, acúmulo de materiais, lixo e vegetação alta”, pontua.


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“Observamos um aumento significativo no número de pacientes atendidos por acidentes com escorpiões nas últimas semanas. Crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis, pois podem evoluir com maior rapidez para quadros graves. Por isso, é fundamental que a população intensifique as ações sanitárias, como limpeza urbana, desobstrução de galerias e fiscalização de terrenos, para reduzir os riscos à população”, orienta.


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Para se ter ideia, no período de março até abril, só o Hospital Dr. Ib Gatto Falcão atendeu 93 pacientes vítimas de picadas de escorpião, entre eles uma criança de apenas 3 anos e um idoso de 91 anos. Os números acendem o alerta e ressaltam a necessidade de serem adotadas as medidas preventivas por parte da população para evitar a proliferação de escorpiões e, consequentemente, o crescimento dos acidentes.


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Aline Chaves destaca que a prevenção segue sendo a principal forma de evitar acidentes. Entre as recomendações, estão manter quintais e terrenos limpos, evitar acúmulo de entulhos e lixo, vedar frestas em portas e paredes, proteger ralos, sacudir roupas e calçados antes do uso e utilizar luvas ao manusear materiais de construção, jardinagem ou objetos armazenados por longos períodos.


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“A orientação é que, ao identificar a presença de escorpiões, a população adote medidas de higiene, mas, também se faz necessário acionar os serviços de vigilância ambiental do município, pois o controle desses animais depende diretamente de ações sanitárias contínuas, como limpeza urbana, manejo adequado de resíduos e fiscalização de áreas de risco, medidas fundamentais para reduzir a incidência de acidentes, especialmente durante o período chuvoso”, pontua a enfermeira.


O que fazer em caso de acidentes


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Em caso de picada de escorpião, os sintomas mais comuns incluem dor intensa no local, vermelhidão, inchaço, sudorese, náuseas e vômitos. Em situações mais graves, podem ocorrer alterações cardíacas e respiratórias, exigindo atendimento emergencial em uma unidade de saúde mais próxima.


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Aline Chaves alerta que medidas caseiras, como aplicação de substâncias no local da picada, cortes, perfurações ou uso de torniquetes, não devem ser realizadas, pois podem agravar o quadro clínico. “A medida mais eficaz é procurar assistência, principalmente se a vítima for idosa ou criança”, orienta a enfermeira do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão.

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