
Agência Assembleia / Foto: J.R. Lisboa
O climatério e a menopausa ainda cercam dúvidas e desafios para muitas mulheres, especialmente a partir dos 40 anos. Durante entrevista ao programa Café com Notícias desta segunda-feira (11), a médica ginecologista e obstetra Bernadete Figueiredo destacou a importância da informação, do acompanhamento médico e da mudança no estilo de vida para enfrentar essa fase de transição hormonal.
Segundo a especialista, o climatério corresponde ao período de transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva da mulher, sendo conhecido também como perimenopausa. Já a menopausa é oficialmente caracterizada após 12 meses consecutivos sem menstruar.
“Essa é uma fase que realmente leva a mulher a procurar o ginecologista, porque surgem diversos sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida”, explicou a médica durante a entrevista à jornalista Márcia Carvalho.
Entre os sintomas mais frequentes estão os chamados “fogachos” (sensação intensa de calor acompanhada de sudorese), insônia, irritabilidade, secura vaginal, desconforto durante a relação sexual e aumento de peso, principalmente na região abdominal. A médica ressaltou que os sintomas variam de intensidade de mulher para mulher.
Riscos à saúde
A queda nos níveis de estrogênio também pode trazer consequências importantes para a saúde. De acordo com a médica, o climatério aumenta os riscos cardiovasculares e favorece o desenvolvimento de osteopenia e osteoporose devido à perda de massa óssea.
Durante a entrevista, a especialista também reforçou a importância da prevenção e do acompanhamento regular. Ela lembrou que o exame preventivo Papanicolau deve ser realizado dos 25 aos 64 anos, conforme recomendação do Ministério da Saúde, e destacou a importância da mamografia, especialmente em mulheres com histórico familiar de câncer de mama.
Outro ponto abordado foi a reposição hormonal. A ginecologista alertou que o tratamento não é indicado para todas as pacientes e precisa ser cuidadosamente avaliado por um profissional. Mulheres com histórico de trombose, doenças cardiovasculares, câncer hormônio-dependente, sangramentos de origem desconhecida ou enxaqueca severa, por exemplo, possuem restrições ao uso da terapia hormonal.
“A automedicação é extremamente perigosa. O uso inadequado de hormônios pode trazer problemas ao fígado, rins e aumentar os riscos de embolia e trombose”, alertou.
Como alternativas para mulheres que não podem ou não desejam utilizar hormônios industrializados, Bernadete Figueiredo citou hidratantes vaginais, géis específicos e tratamentos naturais aliados à alimentação saudável e à prática regular de atividade física.
Ao encerrar a entrevista, a médica destacou que hábitos saudáveis fazem diferença significativa durante o climatério e a menopausa. “Alimentação equilibrada, atividade física, sono de qualidade e saúde mental são fundamentais. Prevenção sempre será mais barata e mais eficaz do que o tratamento”, concluiu.
Governo Governador Ratinho Junior recebe convite para a 31ª Marcha para Jesus em Curitiba
Acre Com recorde na produção de milho, armazéns da Cageacre operam com capacidade máxima no interior do estado
Legislativo - MS ALEMS homenageia Ordem Demolay em sessão solene na terça-feira
Alagoas Previsão de chuvas passageiras em Alagoas até esta quarta-feira
Alagoas Prazo para inscrição no Selo Verde Ambiental 2026 termina nesta terça
Polícia Civil - MS Segurança em Pauta fala sobre as ações da Patrulha Rural no MS
PM - MS Polícia Militar em Três Lagoas realiza prisão de autor de roubo e recupera bicicleta elétrica roubada
Rondônia Incentivo ao esporte e inclusão marcam evento Meeting Paralímpico realizado em Porto Velho
Simepar Com massa de ar polar, Paraná tem primeiras temperaturas negativas e recorde de frio no ano Mín. ° Máx. °