Cidades Campo Grande - MS
Antes do amanhecer, a força de uma mãe que cuida de todos
Antes das seis da manhã, quando os corredores da Superintendência de Comunicação Social ainda estão silenciosos e as luzes começam a ser acesas uma...
10/05/2026 10h05
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Campo Grande - MS

Antes das seis da manhã, quando os corredores da Superintendência de Comunicação Social ainda estão silenciosos e as luzes começam a ser acesas uma a uma, Elizabete Ribeiro Prates já está de pé, trabalhando. Com passos tranquilos e olhar atento aos detalhes, Dona Bete, como é carinhosamente chamada por todos, inicia uma rotina que quase nunca aparece nas fotos, nos vídeos ou nas notícias produzidas diariamente pela equipe da Prefeitura Municipal de Campo Grande, mas que faz parte de tudo o que acontece ali.

É ela quem abre caminho para o dia começar.

Enquanto boa parte da cidade ainda desperta, Dona Bete já organizou salas, limpou banheiros de uso coletivo, ajeitou o refeitório, recolheu pequenos esquecimentos da correria diária e deixou cada espaço pronto para receber jornalistas, designers, social medias, motoristas, produtores e servidores. Um cuidado silencioso, repetido todos os dias, com a dedicação de quem entende que trabalho também é uma forma de acolhimento.

Aos 61 anos, ela conhece cada canto do setor e cada pessoa que circula por ali. E talvez por isso seu trabalho vá muito além da limpeza. Há algo de proteção nos gestos simples: na preocupação com o ambiente organizado, no olhar atento para que ninguém encontre o dia mais pesado do que já será.

Mas, quando termina o expediente, Dona Beth encara outra jornada, uma das mais difíceis de sua vida.

Mãe de duas filhas, ela acompanha de perto o tratamento de câncer enfrentado pela filha mais velha. Entre consultas, quimioterapia, cuidados com os netos e a rotina da casa, encontra forças onde aprendeu a buscar desde cedo: na fé, na família e no amor de mãe.

“O que tem me ajudado é que temos muita fé em Deus. Minha filha é testemunha de Jeová e confia muito que tudo vai dar certo”, conta. “Também estamos recebendo ajuda de muita gente para levar ela ao médico, cuidar dos meus netos e outras coisas.”

Mesmo atravessando um momento delicado, Dona Bete não deixa que a dor apague sua doçura nem a disposição de seguir em frente. Pelo contrário. É justamente nos dias mais difíceis que ela reafirma aquilo que acredita sobre a maternidade: cuidar do outro acima de si mesma.

“A transformação é que aprendi a cuidar de outra pessoa, sem ser eu mesma e isso a gente só faz com quem amamos”, diz.

No Dia das Mães, a história de Dona Bete representa tantas mulheres campo-grandenses que sustentam suas famílias com coragem silenciosa, trabalho diário e amor constante. Mulheres que seguem firmes mesmo cansadas, que cuidam enquanto também enfrentam suas próprias batalhas.

Para ela, ser mãe é carregar a sensação de missão cumprida.

“O que significa ser mãe para mim é a sensação de dever cumprido, porque minhas duas filhas são ótimas mulheres que cuidam de suas famílias.”

E quando fala sobre o futuro, o pedido é simples e profundo: “O meu maior sonho hoje é que minhas duas filhas sejam felizes e que a minha mais velha se cure mais rápido possível do câncer que ela está enfrentando.”

Todos os dias, antes do amanhecer completar sua chegada, Dona Bete já terá passado pelos corredores da Comunicação Social deixando tudo pronto para mais uma jornada. Um trabalho muitas vezes invisível aos olhos apressados da rotina, mas impossível de não ser sentido por quem convive com ela.

Porque algumas pessoas sustentam o dia antes mesmo de ele começar, como o exemplo de Dona Bete: uma mãe com o coração tão grande como o nome da nossa Capital.