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Pará fortalece atenção à saúde de mães e bebês com novos hospitais e serviços especializados

Com maternidades já entregues, hospitais em construção e expansão do atendimento, o Governo do Pará amplia o acesso à assistência de média e alta c...

10/05/2026 às 10h05
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Foto: Divulgação
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Com investimentos contínuos na estruturação da rede pública de saúde, destinados à construção, ampliação e entrega de mais hospitais, o Governo do Pará vem garantindo avanços significativos na atenção materno-infantil em todas as regiões do Estado. As obras fortalecem o atendimento regionalizado e ampliam o acesso de mães e bebês a serviços médicos de média e alta complexidade.

Entre os destaques está o Hospital Materno-Infantil de Ananindeua Anita Gerosa, na Região Metropolitana de Belém, entregue em 30 de março de 2026 - após o Estado investir mais de R$ 5 milhões para garantir a retomada dos atendimentos. Hoje, a unidade conta com 62 leitos, incluindo 10 leitos de UTI Neonatal e 10 leitos de UTI Adulto, além de banco de leite humano e estrutura para atendimentos especializados.

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Apenas no primeiro mês da reabertura do Hospital, no último dia 2 de maio, o novo "Anita Gerosa" totalizou mais de mil atendimentos, com média de seis partos ao dia, além da retomada dos atendimentos de urgência e emergência obstétrica e exames de diagnósticos.

Referência- O Hospital Materno-Infantil de Ananindeua Anita Gerosa oferece atenção de urgência e emergência obstétrica 24 horas, sendo referência para grávidas de alto risco, puérperas (mulheres com até 42 dias de pós-parto) e recém-nascidos (bebês com até 28 dias de vida).

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No último dia 2, Adriana Gomes, 36 anos, deu à luz Ádria. Adriana também é mãe do menino Sadrack, 13 anos. A gestação foi tranquila até a última consulta do pré-natal. Na véspera do parto, ela, que mora no município de Marituba, procurou a maternidade local já com contrações, mas precisou ser encaminhada ao Hospital Anita Gerosa porque apresentava pressão alta e outras complicações. Houve necessidade de UTI depois do parto.

A mãe de Adriana, Aliete Gomes, acompanhou o momento de aflição para a família Gomes, e ressalta a importância do atendimento no Hospital para que Adriana e Ádria ficassem bem. “Eu queria agradecer à equipe. A gente precisa de um hospital assim, de referência, porque no caso da minha filha, se não fosse o atendimento que ela e a bebê receberam, desde a entrada, sendo monitoradas o tempo todo e recebendo toda a atenção, talvez eu estivesse chorando a perda das duas. Eu só tenho a agradecer, porque todo esse cuidado permitiu que agora eu esteja com elas aqui”, relata Aliete.

Maternidades ampliam acolhimento
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O secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, ressalta que a expansão da rede materno-infantil é prioridade da gestão. “O Pará vive um importante processo de fortalecimento da saúde pública, com investimentos que ampliam a capacidade de atendimento e levam serviços especializados para mais perto da população. Essas maternidades representam mais dignidade, acolhimento e cuidado para mães e bebês em todas as regiões do Estado”, avalia o titular da Sespa.

Na Região de Integração Carajás, no Sudeste paraense, o Hospital Regional Materno-Infantil de Marabá “Dr. Nagib Mutran”, que recebeu investimento de R$ 273 milhões, teve a primeira etapa entregue em março deste ano. O reforço é vital para o fortalecimento da assistência materno-infantil na região, atendendo municípios das regiões de Integração Carajás e Lago de Tucuruí.

A partir de maio, o Hospital passa a funcionar integralmente. Após a conclusão da obra, passa a contar com 135 leitos, entre obstétricos, pediátricos, UTIs Adulto, Pediátrica e Neonatal, além de leitos de UCI Neonatal e para o Método Canguru, destinado à recuperação de prematuros.

Na noite do último dia 5 de maio, Erika Pereira Feitosa, moradora de Marabá, deu à luz Débora no Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP). Por se tratar de gestação prematura e de alta complexidade, o parto foi realizado na unidade, que é referência em obstetrícia de alto risco.

Emocionada, Erika destaca o acolhimento. “Eu estava muito nervosa, e com medo por ela ter nascido antes do tempo. Mas fui muito bem acolhida pela equipe. Os profissionais me passaram segurança o tempo todo, cuidaram de mim e da minha filha com muito carinho. Sou muito grata por todo o atendimento que recebemos aqui”, relata a mãe.

Expansão - No Oeste do Pará, outro importante investimento do governo do Estado na ampliação da rede pública de saúde é o Hospital Regional Materno-Infantil de Santarém. A nova unidade já alcançou 92% de conclusão da estrutura física, e tem previsão de entrega para junho próximo, com investimento de R$ 71 milhões.

A unidade terá 123 leitos, distribuídos entre internação, UTIs Adulto, Infantil e Neonatal, além de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Neonatal, UCI Canguru, quartos PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto) e banco de leite humano.

No Arquipélago do Marajó, o Hospital Materno-Infantil de Breves segue em construção, orçado em mais de R$ 19 milhões. As obras já atingiam 85% de conclusão. A previsão de entrega é junho deste ano. A estrutura terá 30 leitos obstétricos, 10 quartos PPP, leitos de observação, UTI/UCI Neonatal e Canguru, e banco de leite humano.

Assistência especializada- Além da estrutura hospitalar, o Governo do Pará também amplia a assistência especializada, por meio da implantação dos AGPARs (Ambulatórios de Gestação e Puerpério de Alto Risco) e dos A-SEGs (Ambulatórios de Seguimento do Recém-Nascido), vinculados aos hospitais de referência de Marabá, Santarém e Breves.

Os serviços serão custeados pela Rede Alyne, do Ministério da Saúde, e visam garantir acompanhamento especializado de pré-natal e puerpério de alto risco, e também a recém-nascidos que necessitem de cuidados contínuos após a alta hospitalar.

Segundo a coordenadora estadual de Saúde da Criança da Sespa, Ana Guzzo, os novos hospitais representam um avanço importante na assistência materno-infantil. “Esses serviços vêm para suprir uma demanda histórica da saúde pública, especialmente nas regiões mais distantes. Com os ambulatórios, conseguimos garantir um pré-natal de alto risco mais qualificado, acompanhamento especializado para os bebês e uma assistência mais resolutiva dentro das macrorregiões do Estado”, ressalta.

Para a diretora de Desenvolvimento das Redes Hospitalares da Sespa, Christielaine Venzel Zaninotto, esses investimentos representam um avanço estratégico na saúde pública estadual. “Estamos estruturando uma rede cada vez mais regionalizada, moderna e preparada para oferecer assistência qualificada às mães e aos recém-nascidos. Essas unidades fortalecem o acesso à média e alta complexidade, reduzem deslocamentos e garantem mais segurança e humanização no cuidado”, garante a gestora.

Texto: Caroliny Pinho, com participação da Ascom/Santa Casa e Ascom/HRSP

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