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Com visitas domiciliares, Patrulha Maria da Penha fortalece rede de proteção a mulheres vítimas de violência em Teresina
Todos os dias, equipes da Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar do Piauí (PMPI), percorrem bairros de Teresina para acompanhar mulheres vítim...
09/05/2026 10h06
Por: Redação Fonte: Secom Piauí

Todos os dias, equipes da Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar do Piauí (PMPI), percorrem bairros de Teresina para acompanhar mulheres vítimas de violência doméstica que possuem medida protetiva. O trabalho é silencioso, mas essencial: garantir que essas mulheres não estejam sozinhas e que o Estado continue presente após o registro da denúncia.

Aos 77 anos, uma vítima que terá a identidade preservada é uma das mulheres acompanhadas pela patrulha. Ela e a neta, de 18 anos, possuem medida protetiva contra o ex-companheiro de sua filha. A medida foi concedida há mais de um ano e segue sendo renovada pela Justiça. “A Patrulha Maria da Penha está sempre aqui, ligando, me assistindo. Eu não tenho o que dizer desse serviço nem da Casa da Mulher Brasileira, porque também sou muito bem assistida lá”, conta a idosa. Segundo ela, as visitas acontecem regularmente e ajudam a reforçar a sensação de segurança dentro de casa.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
As visitas acontecem regularmente e ajudam a reforçar a sensação de segurança dentro de casa (Foto: João Allbert)

A soldada Iara Pinheiro, da PMPenha, explica que o acompanhamento começa logo após o recebimento da medida protetiva. “A gente realiza a triagem dos casos e divide o atendimento por zonas da cidade. Quando chegamos à casa da assistida, perguntamos se ela deseja participar do programa, que consiste nesse acompanhamento contínuo da Patrulha Maria da Penha”, afirma a militar.

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Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar do Piauí (Foto: João Allbert)

A soldada Dinamara Pereira, da patrulha, destaca que o trabalho funciona de forma integrada com o restante da rede de proteção. “A gente orienta que, em casos de urgência, a mulher ligue imediatamente para o 190, para acionar a viatura mais próxima. A PMPenha atua não só na fiscalização, mas também no acolhimento. Muitas vezes, a mulher precisa primeiro sentir que está segura para conseguir romper o ciclo da violência”, explica a militar.

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Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar do Piauí (Foto: João Allbert)

Visitas domiciliares

As equipes realizam visitas mensais às mulheres atendidas, verificando se a medida protetiva está sendo respeitada e se existe algum novo risco. As informações coletadas com as vítimas também são encaminhadas ao Judiciário por meio de relatórios produzidos pelas equipes policiais. “Nosso objetivo é garantir que essa mulher tenha apoio e saiba que pode contar com a Polícia Militar sempre que precisar”, finaliza a soldada.

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Visita domiciliar da Patrulha Maria da Penha (Foto: João Allbert)

Além da atuação operacional, a presença da Viatura Lilás nos bairros também ajuda a dar visibilidade e destaque ao combate à violência contra a mulher. O patrulhamento especializado e identificado funciona como um sinal de que a vítima conta com apoio, proteção e acompanhamento contínuo.

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Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar do Piauí (Foto: João Allbert)

A Patrulha Maria da Penha integra a rede estadual de enfrentamento à violência contra a mulher, que também reúne a Polícia Civil, a Casa da Mulher Brasileira, o Judiciário, a Defensoria Pública e serviços de assistência social e saúde.

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Atendimento da Casa da Mulher Brasileira (Foto: João Allbert)

Redução nos feminicídios

No mês de abril, o Piauí não registrou nenhum caso de feminicídio, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). O resultado acompanha a redução nos índices de violência no estado e reforça o impacto das ações integradas de prevenção, acolhimento e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.

Entre as iniciativas desenvolvidas pelo Governo do Estado estão a ampliação da Patrulha Maria da Penha, os atendimentos 24 horas da Casa da Mulher Brasileira, os canais digitais de denúncia e o fortalecimento das delegacias especializadas. A rede atua desde o registro da ocorrência até o acompanhamento contínuo das vítimas, buscando interromper ciclos de violência e ampliar o acesso à proteção.

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Casa da Mulher Brasileira de Teresina (Foto: João Allbert)