
A produção de sabão ecológico é uma das iniciativas desenvolvidas na Escola Estadual Lucy Corrêa de Araújo, em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), como parte da Política Pública de Educação para o Meio Ambiente, Sustentabilidade e Clima, implantada pelo governo do Pará. O projeto envolve cerca de 60 alunos, dos ensinos Fundamental e Médio.
A estudante Cássia Vasconcelos, 16 anos, uma das participantes, reflete sobre as consequências para o planeta das ações que degradam impostas pelo homem.
Segundo Cássia, “ter uma disciplina de educação ambiental e projetos que nos fazem refletir sobre a nossa responsabilidade com o nosso futuro no planeta é fundamental. Participar de projetos ambientais, como a produção de sabão, além de falar de reciclagem na prática e incentivar o interesse dos alunos, provoca a multiplicação desse conhecimento para além dos muros da escola. Dividimos os conhecimentos com nossas famílias e amigos”, conta a aluna.
A professora de Biologia Rosicleide Mota, responsável pelo projeto, explica que a iniciativa é um convite aos estudantes para que desenvolvam visão crítica a olhar para o entorno da comunidade escolar, identificando os impactos socioambientais. “Juntos, buscamos soluções sustentáveis para contribuir com o meio ambiente. A ideia de trabalhar com o sabão 100% biodegradável nasceu dessas discussões interdisciplinares, que envolvem Biologia, Geografia, Química e Matemática. O foco é que os alunos construam o conhecimento, por meio de projetos, enquanto protagonistas do processo de ensino-aprendizagem”, ressalta Rosicleide Mota.
Pioneirismo -Há mais de dois anos, o Pará se destaca pelo pioneirismo ao adotar, obrigatoriamente, o componente de Educação Ambiental em todas as etapas de ensino nas escolas públicas estaduais, o que reforça o compromisso do Governo, por meio da a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em promover políticas educacionais que visam difundir mais informações necessárias à conservação do meio ambiente, fortalecendo a sustentabilidade no território paraense.
“A chegada da disciplina de Educação Ambiental às escolas tem o poder de potencializar e fortalecer discussões que fazem com que os nossos alunos parem de olhar o ambiente como algo que está fora da nossa sociedade, e percebam que eles fazem parte de tudo isso. A construção de um olhar mais crítico e responsável com o meio ambiente faz a diferença para a construção de um futuro”, garante Brenda Costa, técnica em Apoio Pedagógico da Diretoria Regional de Ensino (DRE) II, em Ananindeua.
A aluna Anna Laura Conceição, 15 anos, que participa há um ano do projeto de produção de sabão ecológico, considera a iniciativa como fundamental para entender como a população pode contribuir para melhorar a qualidade de vida das futuras gerações.
“O projeto é bastante interessante, já que nos incentiva a pensar e ter novas atitudes, que podem ser ‘pequenas’, mas que fazem a diferença para a sociedade, como dar novo destino para o óleo de cozinha, que normalmente jogamos fora, de forma equivocada, e poluímos o meio ambiente. Aprendemos aqui que certos comportamentos simples podem ter grandes impactos para o meio em que vivemos”, acrescenta a estudante.
Produção de conhecimento em Abaetetuba –Entre os projetos desenvolvidos no município de Abaetetuba, na Região de Integração Tocantins, Nordeste paraense, ganham destaque: “Experiências e Vivências de Educação Ambiental nas águas do Rio Paramajó”; “Caminhos da COP”, na comunidade do Ramal do Maúba, e “Entre Rios e Redes: educação, cultura e sustentabilidade no Rio Maúba”.
“Os alunos participam ativamente de todas as etapas dos projetos desenvolvidos, subsidiando o planejamento, atuando na organização, mobilização e na execução das ações. Mas, também sendo emulados com palestras, oficinas e capacitações ofertadas, despertando na práxis uma consciência socioambiental na defesa dos seus territórios e modos de vida, tornando-se multiplicadores de princípios, como agroecologia, produção orgânica livre de veneno, restauração de ecossistemas, preservação, bem-viver”, destaca o professor José Raul Louzada, que atua no Sistema de Organização Modular de Ensino (Some), na Escola Rural de Abaetetuba.
Aluno do 2º ano do Ensino Médio da unidade, João Pedro Costa, 16 anos, celebra a oportunidade de crescimento ao participar das iniciativas ambientais. “Aprendo, cada vez mais, sobre sustentabilidade, conservação dos recursos naturais, e como as atitudes humanas influenciam diretamente o meio ambiente, especialmente na Amazônia. É enriquecedor porque vai além da teoria, e traz a prática para o nosso dia a dia, desenvolvendo a consciência sobre o nosso papel para a preservação do meio ambiente”, conta João Pedro.
Mais projetos –As escolas estaduais já desenvolveram mais de 200 projetos na área de Educação Ambiental, com destaque para a "Placa de Controle Térmico de Caroço de Açaí”, realizado na Escola Salesiana do Trabalho; "Eco Bag", desenvolvido pelos alunos da Escola Cordeiro de Farias; “Perfume de Priprioca”, desenvolvido pelos estudantes da Escola Aníbal Duarte, e "Biojoias e Sabão Ecológico", da Casa da Criança Santa Inês.
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