Geral Legislativo - MS
Deputado conversa com psicólogos sobre impactos da renovação automática da habilitação
Na manhã desta quarta-feira, 6, o deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos) recebeu, em seu gabinete na Assembleia Legislativa de Mato Gros...
06/05/2026 23h36
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - MS

Na manhã desta quarta-feira, 6, o deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos) recebeu, em seu gabinete na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), representantes da área de Psicologia do Trânsito para discutir a Medida Provisória nº 1.327/2025, que trata da renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem a exigência de exames médico e psicológico.

Participaram da reunião a presidente da Associação Brasileira de Psicólogos de Tráfego (Abrapsit), Almachia Zwarg, além das psicólogas Alzira Ribeiro Audi e Carmelita Pereira dos Santos. O grupo solicitou o apoio do parlamentar junto à bancada federal para barrar a proposta no Congresso Nacional.

Segundo Almachia, a mudança representa um risco à segurança viária. “A ausência de infrações não reflete, necessariamente, as condições de saúde do condutor. Uma pessoa pode ter comprometimentos visuais ou psicológicos e continuar dirigindo sem qualquer avaliação”, alertou. As entidades da Psicologia defendem que a avaliação psicológica é um instrumento essencial de prevenção de acidentes, ao identificar possíveis alterações nas condições cognitivas, emocionais e comportamentais dos motoristas ao longo do tempo.

Hashioka manifestou preocupação com o tema, destacando a importância de medidas que garantam a segurança no trânsito. “Estamos falando de um assunto que envolve diretamente a preservação de vidas. Mesmo não sendo uma atribuição da Assembleia Legislativa, é nosso dever acompanhar esse debate e buscar o diálogo com a bancada federal para que decisões como essa considerem, antes de tudo, a segurança da população”, afirmou.

Um manifesto assinado por diversas entidades nacionais reforça que a retirada da exigência de avaliações pode representar um retrocesso nas políticas de segurança viária, considerando que o fator humano é uma das principais causas de acidentes. Em 2023, o Brasil registrou cerca de 35 mil mortes no trânsito, segundo dados do Ministério da Saúde.