
Agência Assembleia / Foto: J.R. Lisboa
A Segurança Pública do Maranhão é comandada, pela primeira vez, por uma mulher oriunda da Polícia Militar, a coronel Augusta Andrade, que assumiu a Secretaria no início de abril deste ano. A gestora participou do programa Café com Notícias, da Tv Assembleia, nesta quarta-feira (6), e destacou os desafios, estratégias e prioridades da pasta.
Com uma trajetória construída dentro da Segurança Pública, a secretária relembrou experiências que considera fundamentais para o cargo, como a atuação à frente da Patrulha Maria da Penha, chefia do Estado-Maior do Comando Metropolitano e atuação na Defensoria Pública.
“O convite feito pelo governador Carlos Brandão representou uma missão maior do que meus planos anteriores na carreira, exigindo preparo técnico, equilíbrio emocional e compromisso ético”, disse Coronel Augusta.
Entre as primeiras ações da gestão está a Operação Forças Integradas, que reúne Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Perícia Oficial e o Centro Tático Aéreo no enfrentamento direto às facções criminosas. A estratégia parte de um princípio claro: a ausência do Estado abre espaço para o avanço do crime. Por isso, a meta é garantir presença efetiva das forças de segurança em todos os 217 municípios maranhenses.
Tecnologia
A tecnologia também tem papel central nesse processo. O uso de sistemas de videomonitoramento e câmeras com reconhecimento facial já contribui para a prisão de foragidos da Justiça e para a recuperação de veículos roubados, ampliando a capacidade de resposta das forças policiais.
As operações tiveram início na Região Tocantina, especialmente em Imperatriz, onde os índices de criminalidade exigiam ações mais imediatas. Após resultados considerados positivos, a estratégia começou a ser expandida para a Região Metropolitana de São Luís.
De acordo com a secretária, o objetivo não é apenas deslocar o crime de uma área para outra, mas reduzir efetivamente sua atuação, por meio de ações contínuas e integradas, sem prazo para término.
Canais de denúncia
A relação com a população é outro ponto destacado. A coronel Augusta reforçou a importância dos canais de denúncia, como o disque-denúncia anônimo e o telefone 190, garantindo sigilo absoluto das informações repassadas. Ela também explicou que o sistema de monitoramento permite identificar, em tempo real, a viatura mais próxima para atender ocorrências com maior agilidade.
Além das ações operacionais, a nomeação da Coronel Augusta marca um avanço na representatividade feminina em cargos de liderança na segurança pública. “O Maranhão acompanha um movimento nacional de maior presença de mulheres em posições estratégicas e defende que a ocupação desses espaços deve ser pautada pela competência, aliando firmeza, sensibilidade e capacidade de gestão”, afirmou a coronel.
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