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Oposição destaca programa de renegociação de dívida do Governo Federal e aponta impactos no acesso ao crédito
O programa Desenrola Brasil 2.0, lançado pelo Governo Federal para ampliar a renegociação de dívidas, foi destaque no Plenário da Assembleia Legisl...
06/05/2026 10h45
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná

O programa Desenrola Brasil 2.0, lançado pelo Governo Federal para ampliar a renegociação de dívidas, foi destaque no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nesta terça-feira (5). Deputados da Bancada de Oposição avaliaram que a medida pode facilitar o acesso ao crédito, reduzir o endividamento das famílias e gerar impacto direto na economia.

A nova etapa do programa é voltada à renegociação de dívidas de pessoas físicas, com foco em quem possui restrições de crédito. O Desenrola Brasil 2.0 permite parcelamentos com juros reduzidos, a partir de 1,9% ao mês, e autoriza o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A iniciativa busca reduzir a inadimplência e ampliar o acesso ao crédito.

Para o líder da Oposição na Alep, deputado Arilson Chiorato, o principal impacto está na redução do custo do crédito e na retomada da capacidade de consumo das famílias. “O juro alto é um dos principais problemas hoje da economia brasileira. O Desenrola garante crédito acessível para que as pessoas consigam sair da dívida”, disse.

Renegociação

O programa amplia o alcance de iniciativas anteriores e atende pessoas com débitos de menor valor, muitas delas com restrição em cadastros de crédito. A expectativa é de que consumidores voltem a acessar financiamentos e serviços, com reflexos diretos no comércio.

O deputado Arilson afirmou que o alcance vai além da reorganização financeira individual. “É um alívio financeiro, mas também emocional para as pessoas, que podem agora renegociar suas dívidas”, declarou. O líder da Oposição também relacionou o Desenrola a outras políticas públicas implementadas pelo presidente Lula: “É um governo que cuida das pessoas, que coloca quem mais precisa como prioridade”.

Alcance

A deputada Luciana Rafagnin (PT) afirmou que o programa cria condições para que as famílias reorganizem a vida financeira. Segundo ela, a possibilidade de renegociação de dívidas de até R$ 15 mil amplia o alcance social da medida.

“Isso com certeza vai contribuir muito para que as pessoas que hoje não estão conseguindo ficar com o nome limpo possam limpar seu nome e ter uma vida um pouco mais digna”, disse.

Luciana também destacou a continuidade da política pública. “É mais uma ação do presidente Lula que vem beneficiar as famílias brasileiras”, afirmou.

O deputado Renato Freitas (PT) ressaltou o impacto econômico da medida, especialmente em regiões com menor acesso ao crédito. “Agora vão acessar crédito com taxa de juros reduzida e vão conseguir limpar o seu nome e consumir produtos de primeira necessidade”, disse.

“Isso vai aquecer o consumo e fomentar a economia do nosso país”, acrescentou.

Indicadores

O deputado Arilson também citou indicadores econômicos. Dados do IBGE apontam que a taxa de desemprego no Brasil varia entre 5,8% e 6,1% nos primeiros meses de 2026, enquanto a inflação oficial (IPCA) fechou 2025 em 4,26%.

“A inflação está sob controle no Brasil. O desemprego está na casa de 5%”, afirmou.

O líder da Oposição ainda abordou propostas em debate, como a mudança na jornada de trabalho para o modelo 5x2 e a tarifa zero no transporte coletivo. “Colocar o pobre no orçamento é a maior demonstração de respeito”, declarou.

Ao final, o deputado Arilson defendeu apoio às políticas públicas voltadas à inclusão econômica e à ampliação da renda. Segundo o líder da Oposição na Alep, essas medidas são fundamentais para sustentar o crescimento e reduzir desigualdades.