
Com a finalidade de abrir espaço para a construção participativa de propostas adaptadas às realidades produtivas, ambientais e territoriais do Pará, adequando as ações do programa da Agricultura de Baixo Carbono (ABC+), realizado em nível nacional, à realidade amazônica, foi aberto na manhã desta terça-feira (5), o Ciclo de Diálogos para a Agricultura Sustentável. A programação está sendo realizada até a quarta-feira (6) na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa-Amazônia Oriental).
O início da programação contou com a participação do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz, que ao lado do do chefe-geral da Embrapa, Walkimário Lemos, e do representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Santos, abriu oficialmente os trabalhos.
O gestor estadual destacou a importância de se trabalhar uma estratégia central, como a que está sendo executada pelo Plano ABC+ Pará, que concilia produção, conservação e inclusão social.
"O Pará quer mostrar ao mundo que é possível gerar riqueza preservando o meio ambiente e reduzindo emissões de gases de efeito estufa. Exemplo do que está sendo feito através do nosso cacau e açaí que são cultivados através de sistemas agroflorestais. Então, ficamos muito felizes do Pará, da nossa secretaria em parceria com esta casa que tão bem nos recebe, que é a Embrapa, sediar uma programação como esta", ressaltou Queiroz.
Estratégias- No primeiro momento, após a abertura oficial, com transmissão online, teve início a oficina "Adaptação das Tecnologias ABC+ Pará", primeiro encontro de uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento da agricultura de baixa emissão de carbono.
Durante a manhã, os participantes puderam ter acesso aos conceitos gerais de como está o andamento do plano, desde o seu início, em 2009.
Victor Tiago Catuxo, coordenador do Programa ABC de Baixo Carbono e responsável pelo Grupo Gestor Estadual (GGE), informou que o evento se divide em três momentos. O primeiro, no início da manhã, conceituou como está funcionando o grupo gestor, à tarde o da adaptação e organização do plano, ou seja, as estratégias à realidade amazônica e a finalização do projeto.
"O ABC estadual tem metas e nós temos 10 tecnologias onde nós já temos os indicadores. Uma delas é atingir 100 mil hectares plantados no sistemas agroflorestais; nós acreditamos, inclusive, que já batemos essa meta. Estamos organizando o processo para fazer a mensuração dessas áreas".
Chefe da Embrapa Amazônia Oriental, Walkmário Lemos disse que o plano como o ABC, que trata da agricultura de baixo carbono, está 100% envolvido com a programação científica e com a tecnologia da Embrapa. "Historicamente, a agricultura brasileira, a pecuária, foi transformada com ciência e essa transformação passou por busca de sistemas sustentáveis que não apenas reduzem a emissão de gases como são resilientes a esse clima e mudança. A Embrapa passa a ser um dos vetores de tecnologia e inovação relacionado aos principais eixos do Estado", disse.
A programação continua pela parte da tarde até às 17h e segue amanhã a partir das 09h no auditório Condurú da Embrapa.
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