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Há suspeita de transmissão do hantavírus em cruzeiro, mas risco é baixo, diz OMS.
Há suspeita de transmissão do hantavírus em cruzeiro, mas risco é baixo, diz OMS.
05/05/2026 10h23
Por: Redação Fonte: Reuters

Há suspeita de transmissão do hantavírus em cruzeiro, mas risco é baixo, diz OMS.

 

Há suspeita de transmissão do hantavírus de pessoa para pessoa em cruzeiro, mas risco para população é baixo, diz OMS.

A Organização Mundial da Saúde ⁠afirmou na terça-feira que suspeita que uma rara transmissão de humano para ‌humano tenha ocorrido entre contatos próximos a bordo de um navio de cruzeiro de luxo atingido por sete casos confirmados ou suspeitos de hantavírus.

Um ‌casal holandês e um cidadão alemão morreram, enquanto um cidadão britânico foi retirado do navio e está em tratamento intensivo na África do Sul, segundo as autoridades. Outros três casos suspeitos afetam pessoas que ainda estão a bordo, uma das quais apresenta febre leve.

O órgão de saúde da ONU disse que sua ⁠hipótese ‌de trabalho é que o caso inicial do casal, que se juntou ao ⁠navio na Argentina, foi infectado fora do navio, talvez durante a realização de algumas atividades, como a observação de pássaros, e que a transmissão de pessoa para pessoa pode ter ocorrido a bordo.

O navio de cruzeiro atingido pelo surto mortal está isolado ao largo de Cabo Verde — ​uma nação insular no Atlântico, ao largo da África Ocidental — e não tem permissão para desembarcar passageiros.

A OMS afirmou que o foco agora é ​retirar os dois passageiros doentes que ainda estão a bordo para a Holanda e, em seguida, o navio seguirá para as Ilhas Canárias.

A transmissão de pessoa para pessoa é incomum, e a OMS reiterou que o risco para o público em geral é baixo devido a uma doença normalmente ‌transmitida por roedores infectados que raramente passa entre humanos. ​Em geral, as pessoas são infectadas pelo hantavírus por meio do contato com roedores infectados ou com sua urina, seus excrementos ou sua saliva.

No entanto, uma disseminação limitada entre contatos próximos ⁠foi observada em alguns ​surtos anteriores com a ​cepa dos Andes, que a OMS acredita que possa estar envolvida nesse caso.

‘Acreditamos que possa haver alguma ⁠transmissão entre humanos que esteja ocorrendo ​entre os contatos realmente próximos, marido e mulher, pessoas que dividiram cabines’, disse Maria Van Kerkhove, diretora de preparação e prevenção de epidemias e pandemias da Organização Mundial da ​Saúde, a repórteres em Genebra.

‘Algumas pessoas no navio eram casais, dividiam quartos, o que significa um contato bastante íntimo’, afirmou Van ​Kerkhove.

Cerca de 150 pessoas ⁠estão presas no navio, que transportava principalmente passageiros britânicos, norte-americanos e espanhóis em um cruzeiro de luxo ⁠que partiu do extremo sul da Argentina no final de março. O cruzeiro visitou a península Antártida, a Geórgia do Sul e Tristão da Cunha — algumas das ilhas mais remotas do planeta.