A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma),ampliou o prazo de vacinação contra a influenza por tempo indeterminado.Qualquer pessoa, a partir de seis meses de idade, pode se vacinar, basta procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) que possua sala de vacina.
A medida foi adotada diante da baixa adesão da população, especialmente entre os grupos prioritários — idosos, gestantes e crianças.Até o momento, apenas 35,33% desse público foi vacinado, o que corresponde a 113.198 doses aplicadas. A meta da campanha é atingir 90% de cobertura, o equivalente a 320.377 pessoas.
A campanha de vacinação teve início no dia 3 de novembro de 2025 e deveria ser encerrada em 28 de fevereiro de 2026. No entanto,devido à baixa procura, o prazo já foi prorrogado diversas vezes. Segundo a coordenadora de imunização da Sesma, a enfermeira Cleise Soares, a resistência da população está relacionada a diferentes fatores, entre eles adisseminação de informações falsas sobre supostos riscos da vacinae afalta de percepção sobre a gravidade da doença.
De acordo com a coordenadora, há tambémdesinformação quanto à periodicidade da imunização. “Muita gente pensa que precisa completar um ano para se vacinar novamente, o que não é verdade.A cada ano, a composição da vacina muda, pois a influenza é um vírus bastante mutável”, explica.
O cenário se torna ainda mais preocupante durante o período chuvoso enfrentado pela capital paraense, quando há aumento dos casos de infecções respiratórias. Por isso,a recomendação é que toda a população procure se vacinar, com atenção especial aos grupos prioritários, que apresentam maior risco de complicações.
Dados atualizados até o início deste mês mostram que 34,95% dos idosos receberam a vacina, enquanto entre as crianças a partir de seis meses a cobertura é de 32,89%. Já entre as gestantes, o índice chega a 62,7%. “A meta é imunizar 320.377 pessoas do grupo prioritário, mas só alcançamos 35,33% desse quantitativo”, reforça Cleise Soares.
A enfermeira alerta que a influenza pode evoluir para quadros mais graves, sobretudo entre os mais vulneráveis. “Buscamos vacinar o grupo mais suscetível devido ao risco de agravamento da doença. A pessoa pode precisar de internação e até evoluir para óbito”, destacou.
Mesmo quem não integra o grupo de risco deve se imunizar. Além da proteção individual,a vacina contribui para reduzir a circulação do vírus. “Uma pessoa não vacinada pode conviver com um idoso e levar a influenza para dentro de casa. Estando vacinada, ela ajuda a proteger quem faz parte do grupo de risco, ao menos no ambiente familiar”, explica a coordenadora.