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Maior parte da navegação por Ormuz segue paralisada apesar de promessa dos EUA.
Maior parte da navegação por Ormuz segue paralisada apesar de promessa dos EUA.
04/05/2026 14h59
Por: Redação Fonte: Reuters

Maior parte da navegação por Ormuz segue paralisada apesar de promessa dos EUA.

 

O Comando Central dos EUA disse ⁠que começaria a ajudar a restaurar a liberdade de navegação através do estreito nesta segunda-feira.

OSLO, 4 Mai (Reuters) – Não houve ⁠sinais de aumento no tráfego de embarcações pelo Estreito ⁠de Ormuz nesta segunda-feira, um dia após o presidente dos Estados Unidos, ‌Donald Trump, ter dito que o país começaria a agir para liberar a navegação.

Apenas um navio-tanque — um transportador de gás liquefeito de petróleo (GLP) sancionado e ‌do tipo ‘handy-sized’ –, alguns navios de carga e um navio de instalação de cabos passaram pelo Golfo de Omã nesta segunda-feira, mostraram os dados do MarineTraffic.

Nenhum navio-tanque ou outra embarcação comercial foi visto fazendo fila para transitar, e o grupo de navegação alemão Hapag-Lloyd disse que o trânsito de suas embarcações continuava impossível devido à ⁠falta ‌de clareza sobre os procedimentos de passagem segura.

O Comando Central dos EUA disse ⁠que começaria a ajudar a restaurar a liberdade de navegação através do estreito nesta segunda-feira, enquanto continuava seu bloqueio aos portos iranianos.

O setor de transporte marítimo não recebeu nenhuma orientação sobre a operação dos EUA e sua intenção, enquanto a situação geral de segurança permaneceu inalterada, disse a associação ​de transporte marítimo Baltic and International Maritime Council (Bimco).

‘Sem o consentimento do Irã para permitir que os navios comerciais transitem com segurança pelo Estreito de Ormuz, ​atualmente não está claro se a ameaça iraniana aos navios pode ser reduzida ou suprimida’, disse o diretor de segurança e proteção da Bimco, Jakob Larsen. A associação fornece alertas de segurança para o setor.

Centenas de embarcações comerciais e até 20.000 marítimos não puderam transitar pela hidrovia como resultado da guerra ‌no Irã, informou a Organização Marítima Internacional.

O Centro Conjunto ​de Informações Marítimas, liderado pelos EUA, disse que o nível de ameaça à segurança no estreito permaneceu ‘crítico’, aconselhando os marinheiros a considerarem a possibilidade de seguir pelas águas territoriais de Omã ao sul ⁠do esquema de separação ​de tráfego.

O centro descreveu ​as missões dos EUA como ‘defensivas’ e disse que combinaria esforços diplomáticos com coordenação militar.

O Irã, por sua ⁠vez, advertiu a Marinha dos EUA a ​não entrar no Estreito de Ormuz e disse que as embarcações comerciais precisariam coordenar qualquer passagem com seus militares. O país também divulgou um novo mapa descrevendo o que disse ​ser a área de controle do Irã.

O Paquistão afirmou que todos os 22 membros da tripulação do navio de contêineres de bandeira ​iraniana Touska, que foi ⁠abordado e apreendido pelas forças dos EUA no mês passado, foram evacuados para o território paquistanês e voltariam ⁠para casa.

O navio também será devolvido aos seus proprietários após reparos, disse o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, chamando a ação de ‘medida de construção de confiança’.

O bloqueio naval dos EUA imposto aos portos iranianos em 13 de abril também reduziu as exportações de petróleo de Teerã.