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Alckmin defende diálogo com EUA sobre tarifas.
Alckmin defende diálogo com EUA sobre tarifas.
13/03/2025 19h54
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Alckmin defende diálogo com EUA sobre tarifas.

 

Segundo o vice-presidente, o caminho não deve ser "olho por olho".

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira, 13, que o governo federal deve buscar o diálogo com os Estados Unidos para discutir a redução das tarifas de 25% impostas às exportações brasileiras de aço e alumínio.

“Entendemos que o caminho não é olho por olho. Se fizer olho por olho vai ficar todo mundo cego. O caminho é ganha-ganha. Reciprocidade e buscar o diálogo”, disse.

Na avaliação de Alckmin, a medida do presidente americano, Donald Trump, não foi exclusiva aos produtos brasileiros.

“Foi uma medida geral, para todos. Não foi específica. Não entendemos equivocada, porque o Brasil não é problema na questão comercial dos Estados Unidos, que têm superávit comercial com o Brasil”, afirmou.

Segundo o vice-presidente, em oito itens exportados dos Estados Unidos para o Brasil a alíquota cobrada é zero.

Nesta sexta, 14, membros dos governos Lula e Trump conversarão sobre as tarifas.

Haddad prega calma

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo Lula não pretende retaliar as tarifas impostas.

“Não vamos proceder dessa forma seguindo as instruções do presidente”, disse Haddad a jornalistas.

Segundo o ministro, o país deve ter “grande calma” nas negociações.

“Já negociamos em condições mais desfavoráveis ​​do que essas”, afirmou após conversa com representantes da indústria siderúrgica em Brasília.

Para Haddad, os EUA “só têm a perder” com as tarifas.

Aço e alumínio

Na segunda-feira, 10, Trump oficializou as tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio.

Hoje estou simplificando nossas tarifas sobre aço e alumínio. São 25% sem exceções ou isenções”, disse no Salão Oval.

Além do Brasil, o Canadá e o México, que recentemente travaram batalhas sobre sanções com Trump, são os maiores exportadores dos produtos aos EUA.

Preocupação

O Instituto Aço Brasil, entidade que representa as empresas brasileiras produtoras de aço, afirmou que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifar em 25% as importações de aço e o alumínio, “não será benéfica“ para os dois países.

De acordo com o instituto a parceria firmada por Trump e o Brasil, durante o seu primeiro mandato, garantia aos EUA a importação anual de significativa parcela do produto.

“Os Estados Unidos importaram, em 2024, 5,6 milhões de toneladas de placar por não dispor de oferta suficiente para a demanda do produto em seu mercado interno, das quais, 3,4 milhões de toneladas vieram do Brasil”, diz trecho.

Para o Aço Brasil, os Estados Unidos são o país beneficiado no acordo comercial, obtendo superávit médio de US$ 6 bilhões.

“Considerando, especificamente, o comércio dos principais itens da cadeia do aço– carvão, aço e máquinas e equipamentos – Estados Unidos e Brasil detêm uma corrente de comércio de US$ 7,6 bilhões, sendo os Estados Unidos superavitários em US$ 3 bilhões”.