
Agência Assembleia / Foto: J.R. Lisboa
O programa “Café com Notícias”, da TV Assembleia, abordou, nesta quarta-feira (29), a incidência das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) no Maranhão, nos últimos meses. Durante a entrevista, o coordenador de Vigilância das Doenças Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Diego Costa Vieira, informou as medidas adotadas pelo órgão para o enfrentamento do problema. O programa é apresentado pela jornalista Elda Borges.
O Maranhão enfrenta, neste ano, um cenário de alerta crítico para Síndromes Respiratórias Agudas Graves, com aumento sustentado de casos, segundo dados divulgados no início de abril pelo Boletim InfoGripe da Fiocruz. Segundo dados coletados, já foram registrados, no Maranhão, nos últimos meses, 968 casos de síndromes gripais graves, dos quais, pouco mais de 700 foram confirmados.
Diego Costa explicou que a SRAG é uma evolução incomum do quadro de síndromes gripais, ou seja, é o caso do paciente que gripou e piorou do quadro gripal e, por isso, precisou ser internado. “Essa população de pouco mais de 900 é a que foi hospitalizada e pouco mais de 700 teve confirmado o diagnóstico de SRAG. A gente precisa estar atendo para esses números”, frisou.
Cenário Atual
Em relação ao panorama do País, segundo Diego Vieira, dados do Boletim InfoGripe indicam que, além do Maranhão, 17 outros estados estavam na expectativa de ter aumento de casos de SRAG, o que confirma ser um panorama nacional.
“A gente vive um momento que traz essa comoção. O aumento das chuvas está acontecendo quase que no País inteiro, o que causa essa ocorrência. Em relação ao ano passado, estamos numa fase que chamamos de alerta. Ou seja, precisamos ter uma atenção redobrada, orientar mais a população e incentivar a vacina”, destacou.
Ações
Dentre as medidas adotadas, Diego Vieira, ressaltou que a Vigilância Sanitária monitora, semanalmente, por meio da sala de situação, o cenário de evolução da SRAG.
“De acordo com os dados levantados, adotamos as medidas necessárias para o enfrentamento do problema como, por exemplo, a montagem das frentes de trabalho. Estamos alertas e tomando as medidas que o cenário atual requer. A Secretaria de Estado da Saúde monitora os casos via Painel de Monitoramento de SRAG ”, assinalou.
Por fim, Diego Vieira esclareceu que a SRAG é caracterizada por quadro respiratório agudo, com febre, tosse e falta de ar (dispneia), evoluindo para baixa saturação de oxigênio.
“Recomenda-se evitar aglomerações, o que facilita a transmissão do vírus, e procurar unidades de saúde em caso de desconforto respiratório intenso e manter as medidas de higiene, como o uso de máscaras e lavagem das mãos”, finalizou.
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