
Ogoverno de Rondônia promoveu um treinamento voltado às equipes multidisciplinares sobre o processo de doação e transplante de órgãos, além da capacitação médica para a determinação de morte encefálica. A ação, realizada nos dias 18 e 19 de abril, contemplou profissionais das regiões Central e Zona da Mata do estado. Ao todo, foram capacitados 48 profissionais de saúde, entre enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, médicos e psicólogos.
De acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução nº 2.173/2017 , a determinação da morte encefálica exige capacitação obrigatória dos médicos, além do cumprimento rigoroso dos critérios técnicos definidos.A capacitação ocorre em um cenário de expansão dos leitos de terapia intensiva em Rondônia, especialmente na macrorregião II, aliado ao aumento no número de profissionais atuando no atendimento aos pacientes neurocríticos.
TREINAMENTO
O treinamento foi dividido em dois momentos. Na etapa prática, médicos participaram de simulações, com foco na identificação correta dos casos em que o protocolo deve ser iniciado. Já na fase teórica, os profissionais acompanharam aulas abordando conceitos fundamentais e aspectos técnicos do processo.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou a importância da qualificação contínua dos profissionais de saúde para o avanço da assistência no estado. “O fortalecimento da saúde pública passa, principalmente, pelo trabalho dos profissionais que estão na linha de frente. Os investimento em capacitação garantem mais segurança, qualidade no atendimento e melhores resultados para a população.”
A enfermeira Edcleia Gonçalves, coordenadora estadual da Central de Transplantes (GCET), destacou que a educação permanente e a qualificação contínua dos profissionais de saúde são fundamentais para o adequado desenvolvimento do processo, garantindo segurança, precisão na identificação da morte encefálica e confiabilidade do diagnóstico, além de fortalecer a qualidade da assistência prestada e a efetividade do sistema de transplantes.
O secretário da Sesau, Edilton Oliveira, afirmou que ações como essa são essenciais para garantir mais segurança no diagnóstico, melhorar a condução dos protocolos e, principalmente, ampliar o número de doadores de órgãos no estado. “Com a qualificação dos profissionais, a expectativa é aumentar a efetividade das doações e, consequentemente, salvar mais vidas por meio dos transplantes.”
DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
A doação de órgãos é considerada um gesto de solidariedade, no qual famílias, mesmo em um momento de luto, autorizam a continuidade da vida de outras pessoas.Um doador falecido pode doar fígado, rins, córneas, pâncreas, intestino, veias, ossos e tendões, sendo capaz de salvar até oito vidas. A autorização familiar é essencial para a realização da doação.
As equipes da Central Estadual de Transplantes atuam com preparo técnico e sensibilidade no acolhimento e na abordagem familiar, oferecendo suporte durante todo o processo e contribuindo para transformar um momento de perda em oportunidade de esperança para pacientes que aguardam por um transplante.Após o consentimento, a Central de Transplantes de Rondônia dispõe de estrutura adequada e profissionais qualificados para conduzir todo o processo. Esse trabalho integrado contribui diretamente para ampliar o número de transplantes e salvar vidas.
Fonte
Texto: Daiane Brito
Fotos: Edcleia Gonçalves e Miguel HCR
Secom - Governo de Rondônia
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