
Campo Grande avança em sustentabilidade urbana com a implantação do primeiro jardim de chuva em área pública da cidade. A estrutura foi instalada na Central de Atendimento ao Cidadão (CAC) e integra ações voltadas ao manejo sustentável das águas pluviais.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Universidade Anhanguera-Uniderp e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio da Gerência de Arborização Urbana, com apoio técnico e acadêmico para o desenvolvimento do projeto.
A proposta contou com a participação de acadêmicos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil, integrantes do projeto de extensão “Traços Verdes e Drenagem Urbana Sustentável”, além de membros da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP Jovem MS) e da bióloga Christiane Corrêa. A coordenação técnica ficou a cargo dos professores Gisele Yallouz, Isadora Taborda e Leandro Martins.
O projeto foi elaborado a partir da análise das características da área, unindo soluções de drenagem urbana à qualificação paisagística. Conforme explica a professora Gisele Yallouz, “O jardim foi concebido com camadas drenantes dimensionadas tecnicamente e com espécies vegetais adequadas, garantindo eficiência no manejo das águas pluviais e valorização estética do espaço. Como complemento, foi sugerida a instalação de uma placa informativa com função educativa, explicando o funcionamento do dispositivo”.
A execução incluiu a retirada do pavimento existente, a implantação das camadas drenantes e o plantio das espécies, realizado com a participação de alunos e professores envolvidos.
Ao comentar a iniciativa, o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, destacou o impacto da ação para a cidade “A implantação de jardins de chuva representa um avanço importante na forma como Campo Grande trata a drenagem urbana, priorizando soluções sustentáveis e eficientes. Além de contribuir para reduzir o escoamento superficial e prevenir alagamentos, o projeto também cumpre um papel educativo e reforça a importância da integração entre poder público, universidade e sociedade”.
Mais do que uma solução técnica, o jardim de chuva também atua como ferramenta de educação ambiental e promoção da resiliência urbana. A expectativa é que iniciativas semelhantes sejam ampliadas no município, fortalecendo o uso de infraestruturas verdes como estratégia para o desenvolvimento sustentável.
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